BENEFÍCIO SOCIAL

Flávio Bolsonaro defende Bolsa Família como direito adquirido e propõe ampliar período de transição para beneficiários

Flávio Bolsonaro em evento
Flávio Bolsonaro durante participação em evento em São Paulo.

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) argumenta que programa se consolidou na população e defende novas propostas para auxiliar na formalização.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 15/06/2026, que o Bolsa Família se consolidou como um "direito adquirido" da população brasileira, argumentando que ninguém deveria ter o poder de extinguir o programa. Durante sua participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, Bolsonaro também defendeu que os beneficiários do programa recebam auxílio por um período estendido após conseguirem um emprego formal ou abrirem uma empresa.

"Esse programa virou direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar", declarou o senador.

Flávio Bolsonaro em evento
Flávio Bolsonaro durante participação em evento em São Paulo. Foto: Reprodução

Bolsonaro explicou que o receio de perder o benefício imediatamente após a conquista de um emprego formal desestimula muitos beneficiários a buscar a formalização, mesmo que já atuem informalmente. Ele estima que "quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício".

Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), o Bolsa Família foi extinto em 2021 e substituído pelo Auxílio Brasil, que teve seu valor mínimo estabelecido em R$ 400. Em 2022, o valor foi elevado para R$ 600, com um acréscimo de R$ 200 válido apenas até o fim daquele ano. Uma 13ª parcela também foi paga em 2019, medida que não se manteve nos anos subsequentes.

O pré-candidato apresentou propostas para ampliar o período de proteção para quem deixa a informalidade, visando oferecer mais segurança às famílias durante essa transição. "Nós vamos propor a criação de um programa não só para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família caso passem para um emprego formal ou abram a própria empresa, por um período mais longo, mas também para mostrar que elas têm um caminho e podem caminhar com as próprias pernas, sem depender de político nenhum", afirmou.

Bolsonaro defende a criação de iniciativas personalizadas, considerando os diferentes perfis dos beneficiários. Ele citou a importância de acesso à internet de alta velocidade, microcrédito, educação financeira e a redução da burocracia para a abertura de pequenos negócios. "Tem aquela pessoa que é analfabeta, aquela pessoa que só não tem educação financeira e aquela que já tem uma certa noção, quer abrir o próprio negócio, mas não tem um microcrédito. Veja os perfis diferentes de quem recebe o Bolsa Família", ponderou.

Ele reitera que programas de transferência de renda devem ser mantidos para quem necessita, mas integrados a políticas que expandam as oportunidades de emprego e empreendedorismo. "O objetivo pessoal meu é fazer com que as pessoas caminhem com as próprias pernas, sem depender de político. Precisamos trazer grandes empreendimentos que gerem empregos e deem um salário melhor, para que as pessoas não precisem mais desse tipo de ajuda. Mas, até lá, quem precisar do governo terá o apoio", declarou.

Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, está se aproximando da campanha de Flávio Bolsonaro e deverá colaborar na elaboração de propostas econômicas e sociais. "Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social", declarou o senador.

Segundo informações do blog da Ana Flor, Daniela Marques licenciou-se por seis meses da Legend, empresa onde trabalha, para se dedicar ao projeto. Ela manifestou a intenção de auxiliar na formulação de um modelo econômico "mais austero e virtuoso" e já vinha atuando informalmente na difusão das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro.

Daniela Marques foi nomeada presidente da Caixa por Jair Bolsonaro em junho de 2022, sucedendo Pedro Guimarães. Anteriormente, ela ocupou o cargo de secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e integrou a equipe do então ministro Paulo Guedes desde o início do governo Bolsonaro. Ao assumir a Caixa, ela indicou o fortalecimento da governança do banco e a criação de uma força-tarefa para investigar denúncias de assédio, comandando a instituição até o início do governo Lula.

O senador destacou a experiência de Daniela Marques na Caixa, especialmente em programas voltados para mulheres empreendedoras. "Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como", ressaltou.

Flávio Bolsonaro acredita que a colaboração de Daniela Marques será fundamental para o desenvolvimento de propostas de microcrédito, educação financeira e simplificação de processos para a abertura e manutenção de pequenos negócios.

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