REAÇÃO PESADA
Flávio Bolsonaro critica veto da UE a carnes brasileiras e promete reversão em 2027
Senador alega "problema do Lula" e critica falta de dados sobre uso de antimicrobianos na produção animal. Veto entra em vigor em setembro e pode gerar perdas de US$ 1,8 bilhão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manifestou forte repúdio neste domingo, 07/06/2026, à decisão da União Europeia (UE) de vetar a exportação de produtos de origem animal do Brasil. Em publicação na rede social X, o parlamentar classificou a medida como "mais um problema do Lula" e assegurou que, caso a direita retorne ao comando do país em 2027, buscará reverter o cenário. A decisão da Comissão Europeia, oficializada na última sexta-feira, 05/06/2026, exclui o Brasil da lista de países com permissão para exportar itens como carne bovina, de frango, de peixe e de cavalo, além de mel e tripas, para o bloco europeu. A justificativa apresentada foi a falha do governo brasileiro em fornecer informações cruciais sobre o cumprimento das exigências sanitárias referentes ao uso de antimicrobianos na produção animal.
A exclusão do Brasil da lista de países aptos a exportar esses produtos ocorre devido à alegada ausência de dados necessários para comprovar que o sistema produtivo nacional atende às rigorosas regras da UE quanto ao controle de antimicrobianos na pecuária. A restrição entrará em vigor a partir de 3 de setembro, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.
"Pelo visto, mais um problema do Lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados!", declarou Flávio Bolsonaro em sua conta na plataforma X, evidenciando a politização do tema.
O impacto econômico para o agronegócio brasileiro pode ser significativo. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelam que, em 2025, o mercado europeu importou aproximadamente 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros do setor, gerando uma receita de US$ 1,8 bilhão – cerca de R$ 9,3 bilhões. O setor avalia que perdas anuais podem atingir esse patamar, colocando em risco quase US$ 2 bilhões em vendas. É importante notar que o Brasil foi o único membro do Mercosul afetado pela nova regulamentação, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai mantiveram sua autorização de exportação para a UE.
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