CRÍSE NO LEGISLATIVO

Deputado Thiago Rangel renuncia ao mandato na Alerj enquanto responde a inquérito

Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro formalizou a saída do parlamentar.

Preso há três meses, o parlamentar comunicou sua saída irrevogável para focar na própria defesa jurídica; a vaga será ocupada em definitivo.

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) formalizou sua renúncia ao cargo que ocupava na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A decisão foi comunicada por meio de um pedido lido pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária desta quarta-feira (12).

Thiago Rangel, que é alvo de um inquérito em trâmite no STF (Supremo Tribunal Federal), justificou a medida como necessária para se dedicar integralmente à estruturação de sua defesa. Em nota, o agora ex-deputado classificou a decisão como de caráter irrevogável e irretratável, assegurando que o desligamento ocorreu por livre e espontânea vontade.

A trajetória parlamentar de Thiago Rangel foi interrompida em maio de 2026, quando foi preso pela Polícia Federal durante a 4ª Fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura possíveis vínculos entre figuras políticas, como o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o ex-deputado TH Joias, com o CV (Comando Vermelho).

Conforme apontado pela PF, as investigações tiveram início com a análise de materiais apreendidos em fases anteriores, que teriam revelado o envolvimento de Thiago Rangel em um esquema de desvio de recursos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A apuração indica que a organização criminosa atuava na Região Noroeste do Estado do Rio — base eleitoral do ex-deputado — mediante fraudes em licitações de obras e serviços.

O impacto da operação, que visou desarticular o grupo, estendeu-se a diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, onde foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão. Com a renúncia, a cadeira no Legislativo será ocupada em definitivo pelo deputado Wellington José (União), que já exercia a função interinamente desde a prisão de Thiago Rangel. Wellington José é o suplente da chapa original que elegeu Rangel em 2022.

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