ALIANÇA COM VIZINHO
Flávio Bolsonaro afirma que Brasil será "irmão" da Argentina com eleito presidente
Senador Flávio Bolsonaro (PL) elogiou Javier Milei e prometeu fortalecer laços com a Argentina caso seja eleito presidente em 2026. Declaração foi feita em conferência sobre aliados de Israel.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou no domingo, 28 de junho de 2026, que "o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina" caso ele seja eleito presidente em 2026. A afirmação ocorreu durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, organizada pela Fundação dos Aliados de Israel e pelos Amigos Americanos dos Acordos de Abraão.
Flávio Bolsonaro expressou admiração pelo presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza), destacando a "onda azul" que, segundo ele, se espalha pela América Latina após vitórias da direita em países como Chile, Peru, Colômbia e Paraguai. O senador atribuiu o início desse movimento a Milei e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao elogiar as políticas de Milei, Flávio Bolsonaro disse que o presidente argentino "cortou a própria carne do Estado com uma motosserra", reduziu ministérios, acabou com privilégios e equilibrou as contas do país, que, segundo ele, estava "quebrado" na posse de Milei. Em contrapartida, o senador criticou o governo atual, afirmando que "Lula desordenou o Brasil" e que "enquanto a Argentina girava para cima, o Brasil descia a ladeira".
O senador reiterou uma declaração feita anteriormente na "Marcha para Jesus" no Brasil, prometendo que "a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão do que nunca da Argentina e de todos os nossos vizinhos".
Na mesma conferência, Flávio Bolsonaro abordou o apoio a Israel, prometendo transferir a embaixada brasileira para Jerusalém já em 2027, caso seja eleito. Ele também manifestou a intenção do Brasil em aderir aos "Acordos de Isaac", que ele descreveu como uma extensão dos Acordos de Abraão para a América Latina, com foco no combate ao narcotráfico.
O senador também voltou a classificar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "antissemita", criticando a adesão formal do Brasil à ação que acusa Israel de genocídio na Corte Internacional de Justiça.
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