FUTURO DO FUTEBOL
Fifa estuda expansão para 64 seleções na Copa
Gianni Infantino sugere novo aumento no número de países participantes após a edição atual, visando maior democratização e inclusão global no torneio
A Fifa planeja avaliar a ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções, em uma decisão que visa democratizar o acesso ao torneio e incentivar o desenvolvimento do futebol em nações com menor tradição na modalidade. A análise oficial sobre a proposta foi confirmada por Gianni Infantino em entrevista ao site Blue News, da Suíça, e deve ocorrer nos comitês da entidade logo após o encerramento do mundial em 12 de julho de 2026.
O presidente da Fifa defende que o futebol deve atender ao Mundo inteiro e não se restringir aos polos tradicionais da Europa e da América do Sul. Segundo o dirigente, a inclusão de mais países é um pilar para que nações menores mantenham o incentivo de investir no esporte, permitindo que todas as federações alimentem o sonho de disputar a competição.
A possível mudança ocorre após o sucesso da atual edição, que elevou o número de participantes de 32 para 48, resultando em um volume maior de partidas e gols. A viabilidade da expansão será debatida internamente pelos órgãos dirigentes da Fifa e, embora não haja uma definição final, a pauta ganha força diante do novo modelo de organização.
Para a edição de 2030, a estrutura já está consolidada: a Copa será sediada em seis países, incluindo jogos em Argentina, Paraguai e Uruguai, além de Portugal, Espanha e Marrocos. A mudança para 64 equipes teria impacto direto na América do Sul, onde seleções como Chile, Peru e Venezuela buscam maior representatividade, enquanto a Bolívia, que perdeu a vaga na repescagem para o Iraque, também veria suas chances aumentarem.
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