INDÚSTRIA EXIGE MUDANÇAS
Fiern cobra agilidade no licenciamento ambiental do RN
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte defende desburocratização para atrair R$ 1,5 bilhão em investimentos no setor de mineração.
Em um apelo direto ao Governo do Estado, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), através de seu presidente Roberto Serquiz, defendeu maior agilidade e previsibilidade no licenciamento ambiental. A cobrança ocorreu na segunda-feira, 04 de maio de 2026, durante o Fomento Day, na Casa da Indústria, em Natal, com o objetivo claro de destravar investimentos cruciais e impulsionar o setor de mineração, garantindo a geração de renda, emprego e um desenvolvimento industrial sustentável para os potiguares.
Serquiz enfatizou que o Rio Grande do Norte vive uma retomada de oportunidades na mineração, exigindo uma adaptação urgente da legislação estadual para atender à crescente demanda por investimentos. "Nós estamos diante de um novo momento relevante para a mineração do Rio Grande do Norte. Para que isso aconteça no seu tempo e na sua escala de necessidade, é preciso termos uma legislação alinhada a esse momento", declarou o presidente. Ele destacou o Projeto Ferro Potiguar como um modelo da capacidade do Estado de converter recursos minerais em prosperidade, gerando renda, empregos e impulsionando o desenvolvimento industrial.
A Fiern tem liderado o movimento pela atualização da Lei do Licenciamento junto ao Governo do Estado, buscando reduzir prazos e oferecer maior segurança jurídica aos investidores. Serquiz reiterou: "A Fiern tem levantado a bandeira da atualização da Lei do Licenciamento para exatamente tornar esse procedimento mais ágil. Temos buscado isso junto ao Governo do Estado e para fazer com que investimentos dessa natureza possam chegar mais rapidamente ao RN. O Projeto do Ferro Potiguar é um exemplo de como podemos transformar riquezas em renda, emprego e investimentos, além de transformar cadeias produtivas". Ele acredita que a sinergia entre os recursos naturais do Estado, projetos bem estruturados e uma regulamentação estável pode levar o Rio Grande do Norte a ciclos de crescimento econômico duradouro, beneficiando toda a sociedade.
Anuj Timblo, fundador da Fomento do Brasil, confirmou que o encontro selou o início de uma parceria duradoura entre sua empresa e o Rio Grande do Norte. Ele revelou que o Projeto Ferro Potiguar prevê investimentos iniciais de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, com potencial de expansão futura. Timblo fez questão de enfatizar o compromisso: "O mais importante: não estamos aqui para extrair e sair, mas para ampliar uma cadeia produtiva de agregação de valor para o crescimento econômico local". Ele também destacou que, apesar da origem indiana e dos 70 anos de atuação internacional, a Fomento do Brasil opera no país com equipes e profissionais totalmente brasileiros.
Jean Valério, diretor-presidente do Lide RN, salientou o papel da instituição como articuladora, trabalhando para desburocratizar e acelerar a execução do projeto. Complementando, Cláudio Menezes, diretor de Projetos da Fomento do Brasil, detalhou o andamento do Ferro Potiguar, que abrange municípios do Agreste potiguar. Este empreendimento, que concentra importantes depósitos minerais de ferro, está atualmente nas fases de exploração mineral, licenciamento ambiental e estudos de engenharia, passos cruciais para sua concretização e os benefícios que trará.
O encontro contou ainda com a presença de Mário Tavares, presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não-Metálicos do RN (Sindminerais-RN), e Francisco Vilmar Pereira Segundo, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do RN (Simetal-RN). Hugo Fonseca, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, representou o Governo do Estado, indicando a relevância do tema para a administração pública.
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