LUTO NACIONAL IRANIANO

Fiéis lotam o Santuário do Imã Reza para prestar homenagens a Ali Khamenei

Fiéis prestam homenagens no local de sepultamento de Ali Khamenei em Mashhad.
O túmulo do falecido Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, no santuário do Imam Reza em Mashhad, nesta imagem oficial divulgada em 10 de julho de 2026. — Foto: KHAMENEI.IR /Divulgação via Reuters

Após o sepultamento do Líder Supremo, milhares de pessoas visitam o local sagrado em Mashhad. A sucessão por Mojtaba Khamenei marca um novo capítulo político.

O governo do Irã autorizou a abertura do local de sepultamento de Ali Khamenei para visitação pública, atraindo milhares de fiéis que buscam prestar suas últimas homenagens em 10 de julho de 2026. A decisão, tomada pelas autoridades do regime, reflete a importância simbólica do Líder Supremo para a estrutura religiosa e política da nação, permitindo que a população se despeça formalmente após semanas de rituais coletivos.

Nesta sexta-feira, 10/07/2026, fiéis formaram longas filas no Santuário do Imã Reza, na cidade de Mashhad. O fluxo constante de pessoas no complexo, considerado o epicentro do islamismo xiita no Irã, sublinha a profunda conexão afetiva e política entre a liderança falecida e parte significativa da sociedade iraniana, que atravessa um período de incerteza nacional.

O funeral ocorreu após meses de preservação do corpo, seguindo-se ao falecimento de Ali Khamenei em 28 de fevereiro de 2026, aos 86 anos. A morte, decorrente de um ataque aéreo na cidade de Mashhad, desencadeou a sucessão imediata de seu filho, Mojtaba Khamenei, ao cargo de Líder Supremo. Esta transição de poder ocorre em um cenário de fragilidade, marcado pela guerra contra os Estados Unidos e pela necessidade de reorganização interna das instituições de poder que Ali Khamenei consolidou ao longo de quatro décadas.

A cerimônia de sepultamento, que reuniu líderes religiosos e apoiadores, encerrou oficialmente os atos públicos de luto realizados no Irã e no Iraque. A visitação agora permitida simboliza a tentativa de estabilização do regime diante das tensões regionais e dos ataques contínuos envolvendo Israel e os EUA.

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