CONFIAÇA NA INDÚSTRIA RETORNA
FGV: Confiança da indústria sobe em maio e alcança maior nível em um ano
Índice de Confiança da Indústria (ICI) avança 1,1 ponto, atingindo 97,1 pontos, o maior patamar em 12 meses. Melhora é impulsionada pela percepção atual e cautela com o futuro.
A confiança da indústria brasileira registrou uma alta em maio, recuperando-se da queda do mês anterior. A decisão, informada pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira, 27/05/2026, reflete uma melhora na percepção do cenário atual e uma cautela em relação aos próximos meses. Este aumento é crucial para a leitura da saúde econômica do país, indicando um otimismo renovado no setor produtivo.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,1 ponto em relação ao período anterior, totalizando 97,1 pontos. Este é o patamar mais elevado observado nos últimos doze meses, conforme os dados divulgados pela FGV.
O Índice de Situação Atual (ISA), que avalia o sentimento dos empresários sobre as condições correntes do setor industrial, apresentou um crescimento de 2,2 pontos, alcançando 98,7 pontos. Este é o maior nível desde maio de 2025, segundo a FGV.
"Nas avaliações sobre o presente, notam-se sinais de melhora no nível da demanda e de normalização dos estoques após um mês dos primeiros impactos dos conflitos no Oriente Médio na maioria dos setores", explicou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.
O Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção sobre os próximos meses, também apresentou variação positiva, subindo 0,1 ponto e alcançando 95,6 pontos.
"Para os próximos meses, o sinal de alerta segue ligado entre os empresários, refletindo um ambiente de incerteza e possíveis impactos negativos sobre a produção e o ambiente dos negócios, sobretudo nos segmentos relacionados a bens de consumo não duráveis", complementou Pacini.
"Enquanto persistirem as tensões no Oriente Médio, a indústria brasileira seguirá sensível ao preço do petróleo e a possíveis desarranjos nas cadeias de produção. Esse cenário externo dificulta a flexibilização da política monetária, importante para a atividade industrial”, analisou Stéfano Pacini.
O Banco Central tem uma nova reunião de política monetária agendada para junho. Recentemente, a instituição reduziu a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50%, e sinalizou cautela quanto aos próximos passos na condução da política econômica.
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