DIÁLOGO E NEGOCIAÇÃO
Fecomércio-RN solicita ao Senado adiamento da votação sobre fim da escala 6×1
Entidades do setor defendem que mudanças na jornada de trabalho sejam debatidas após as eleições para preservar a estabilidade econômica.
A Fecomércio-RN manifestou posição contrária à tramitação imediata de propostas que visam extinguir a escala 6×1 de trabalho no Senado. A decisão de integrar uma articulação nacional foi oficializada neste fim de semana (29/08) para solicitar que a discussão sobre alterações na Constituição seja postergada para um período após as eleições.
A ofensiva é coordenada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e conta com o apoio de diversas federações e sindicatos. O setor produtivo argumenta que a matéria exige um debate profundo e democrático no Congresso, evitando que decisões de alto impacto social sejam tomadas sob a urgência do calendário eleitoral.
O foco das organizações empresariais reside no possível encarecimento da operação de empresas que demandam funcionamento contínuo. A preocupação central é que uma alteração abrupta nas regras de jornada prejudique, primordialmente, micro e pequenas empresas, gerando reflexos negativos na manutenção de postos de trabalho, na composição de preços ao consumidor e no aumento da informalidade.
Em um cenário marcado por juros elevados e restrições de crédito, a entidade alerta que a economia atual não suportaria mudanças estruturais sem estudos prévios. Segundo a CNC, qualquer alteração na jornada de trabalho deve ser acompanhada de uma transição gradual que proteja tanto a sustentabilidade das empresas quanto a renda das famílias.
No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, reforçou que o comércio, os serviços e o turismo possuem particularidades que não podem ser ignoradas pelos legisladores. Para Queiroz, a solução passa pela valorização da negociação coletiva.
“A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, declarou o presidente. A entidade defende que acordos específicos por setor e região são ferramentas mais eficazes para adaptar jornadas sem comprometer a saúde financeira dos negócios.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário