ALERTA DE SAÚDE
Febre maculosa provoca seis mortes e soma 14 casos no Espírito Santo
Estado registra alta na letalidade da doença, que exige diagnóstico precoce para evitar desfechos fatais.
A febre maculosa causou seis mortes e contabilizou 14 casos confirmados no Espírito Santo em 11 de julho de 2026. A gravidade dos números, divulgada pelas autoridades sanitárias, evidencia a necessidade de atenção redobrada da população e dos serviços de saúde, visto que a demora no diagnóstico tem se mostrado um fator decisivo para a alta taxa de letalidade da infecção.
A dor da perda é o reflexo mais duro desses dados. Kiara, uma criança residente na zona rural, foi uma das vítimas fatais. Segundo sua prima, Fabiana Santos, o quadro clínico teve início com manchas pelo corpo, inicialmente confundidas com dengue. O agravamento dos sintomas exigiu uma peregrinação por unidades de saúde: de Nova Venécia a São Mateus, culminando no Hospital Roberto Arnizaut Silvares. No dia 26 de janeiro de 2026, a menina foi transferida para Vitória, onde faleceu no dia seguinte após uma falência múltipla de órgãos.
O avanço da enfermidade é preocupante. Enquanto o ano de 2025 terminou com 19 registros e três óbitos, o cenário atual em 11 de julho de 2026 demonstra uma letalidade que atinge cerca de 80% no estado. A transmissão ocorre por meio da picada do carrapato-estrela, que se infecta ao sugar sangue de animais como capivaras e cavalos.
A médica infectologista Alessandra Santos reforça que a suspeita clínica deve ser imediata em regiões endêmicas. "Como ela é muito parecida com outras doenças da nossa região, como a dengue, chikungunya e zika, temos que suspeitar sempre, pois é uma área de risco", alerta.
O Núcleo em Vigilância em Saúde da Regional Metropolitana, representado por Gabriela Seidel, enfatiza que o protocolo exige que profissionais de saúde estejam atentos aos sinais precoces. Os sintomas incluem febre, dor no fundo dos olhos, cefaleia intensa, insônia, náuseas, vômitos e dores musculares. A recomendação é buscar atendimento médico imediato diante de qualquer histórico de contato com carrapatos, especialmente em áreas rurais sinalizadas como de risco.
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