ALERTA DE DESABASTECIMENTO
Falta de medicamentos e materiais no Hospital Tarcísio Maia ameaça assistência a pacientes, alerta memorando
Memorando da Coordenação da Farmácia Hospitalar aponta carência de insumos essenciais, impactando diretamente o atendimento em diversos setores estratégicos da unidade.
Um memorando emitido pela Coordenação da Farmácia Hospitalar do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, nesta terça-feira, 07/07/2026, sinaliza um grave desabastecimento de medicamentos e materiais médico-hospitalares. A indisponibilidade desses insumos essenciais compromete a assistência prestada aos pacientes e o funcionamento da unidade. O documento, obtido pela TRIBUNA DO NORTE, revela que o abastecimento mensal referente a julho apresentou falhas significativas, o que pode levar à suspensão de procedimentos, limitação no atendimento de urgência e emergência e aumento dos riscos assistenciais. Esses fatores impactam diretamente a dignidade e a segurança dos pacientes, que dependem desses recursos para tratamentos e cuidados críticos. Entre os medicamentos em falta estão itens cruciais como atropina, epinefrina, lidocaína, morfina, ceftriaxona e contrastes radiológicos. A ausência desses fármacos pode prejudicar o manejo de situações críticas, o controle da dor e o tratamento de infecções graves, afetando a qualidade do cuidado em saúde. Além dos medicamentos, a lista de materiais indisponíveis inclui álcool 70%, agulhas, ataduras, campos operatórios, cateteres, compressas de gaze, drenos, fios cirúrgicos, máscaras de oxigênio, sondas Foley e seringas. Estes materiais são fundamentais para a realização de cirurgias, curativos, procedimentos invasivos e a assistência a pacientes em estado grave. A falta desses insumos pode repercutir em setores estratégicos do HRTM, como o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o Pronto-Socorro e a Sala Vermelha. A situação também afeta a Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia e Radiologia, podendo resultar no cancelamento de cirurgias, prolongamento do tempo de internação e necessidade de transferir pacientes para outras unidades. O memorando aponta ainda o risco de judicialização da assistência e elevação dos custos hospitalares devido à escassez. A falta de contraste radiológico, por exemplo, limita a realização de exames de imagem, enquanto a ausência de antimicrobianos restringe o tratamento de infecções complexas. Cuidados paliativos e analgesia perioperatória também são impactados, assim como a assistência respiratória pela falta de máscaras de oxigenoterapia e tubos endotraqueais.
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