ALERTA DE SEGURANÇA

Falsa vaga de home office resulta em prejuízo financeiro para profissional

Imagem ilustrativa de alerta sobre golpes financeiros em ofertas de emprego.
Criminosos abordam vítimas através de plataformas digitais para aplicar golpes financeiros.

Candidatos são atraídos por promessas de renda extra e acabam vítimas de extorsão via PIX. Especialistas detalham como identificar fraudes no processo seletivo.

Uma profissional da área de Recursos Humanos sofreu um prejuízo de R$ 1,2 mil após acreditar em uma falsa oferta de trabalho remoto. A decisão de participar da suposta vaga, que prometia dinheiro fácil, resultou em uma série de exigências financeiras que comprometeram as economias da vítima.

O caso ganhou repercussão quando a trabalhadora, de 26 anos, relatou sua experiência no TikTok. Inicialmente, ela realizou um depósito de R$ 300, mas foi compelida a enviar outros R$ 900 sob a promessa de que o valor seria desbloqueado com lucros. Ao ser pressionada para um novo pagamento de R$ 2,6 mil, percebeu que estava diante de uma fraude estruturada, na qual o saldo exibido em uma plataforma era puramente fictício.

A estratégia, amplamente difundida como o "golpe das tarefas", utiliza a falsa promessa de renda extra para extrair depósitos sucessivos. Dados da plataforma SOS Golpe indicam que fraudes envolvendo oportunidades de emprego e renda extra cresceram 56% entre março e abril, ocupando o segundo lugar no ranking de denúncias.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento das tentativas de obtenção de dados e valores exige atenção redobrada. Jonathan Ramos, pesquisador da ESET Brasil, explica que os criminosos frequentemente utilizam o nome de empresas reconhecidas para conferir credibilidade, solicitando desde taxas para treinamentos até o envio de documentos pessoais para roubo de identidade.

Para quem foi vítima, o consultor do Banco Central, Breno Lobo, orienta que a ação deve ser imediata. A vítima deve contatar seu banco o mais rápido possível para acionar o MED (Mecanismo Especial de Devolução), permitindo que a instituição tente bloquear os valores transferidos via PIX. O prazo legal para solicitar a contestação é de até 80 dias após a transação.

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