CHINA LIDERANDO EXPANSÃO
Exportações da América Latina para a China disparam 25% no primeiro trimestre de 2026
A China se consolida como o mercado de maior crescimento para a região, superando União Europeia e EUA, impulsionada por commodities da América do Sul.
A China emergiu como o mercado de maior expansão para as exportações da América Latina no primeiro trimestre de 2026. As vendas para o gigante asiático registraram um aumento de 25% em comparação com o mesmo período de 2025, conforme aponta um relatório divulgado nesta terça-feira, 16 de junho, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Embora a China tenha acelerado seu crescimento, os Estados Unidos mantêm a posição de maior comprador geral da região.
O relatório do BID revela um desempenho robusto para as exportações latino-americanas como um todo, com um crescimento de quase 16% no trimestre, mais que o dobro da alta de 6,4% observada em 2025. As vendas para o resto da Ásia avançaram 24%, seguidas pela União Europeia com 19% e pelos EUA com 14%.
A dinâmica comercial apresenta nuances regionais: enquanto a liderança americana em compras é impulsionada pelo comércio com o México e a América Central, a China concentra suas aquisições na América do Sul, com destaque para o Brasil. Esse padrão pode estar relacionado ao acordo de livre comércio USMCA, que facilita o acesso mexicano ao mercado americano através da isenção de tarifas, incentivando a realocação de empresas dos EUA em busca de custos menores.
O crescimento nas vendas para a China no trimestre atual estende uma tendência iniciada no final de 2025, após um primeiro semestre com importações chinesas da região estáveis e uma recuperação no segundo semestre. Na América do Sul, a China foi responsável por 40% do aumento total das exportações em 2025. No Brasil, as vendas externas cresceram 1,8% anualmente, influenciadas pela demanda chinesa e por países vizinhos, especialmente em um cenário de tarifas impostas pelos EUA.
O aumento das exportações para a China reforça o papel da América do Sul como fornecedora de matérias-primas, enquanto os Estados Unidos buscam reduzir a influência de Pequim na região, especialmente em setores como portos, minerais e tecnologia. No entanto, o recente salto nas vendas trimestre foi sustentado principalmente pelos preços de commodities como ouro e cobre, e não por uma diversificação da base exportadora. Uma eventual reversão desses preços, projetada pelo BID, exporia a região a riscos em meio à crescente disputa entre EUA e China.
"O Retorno de Superman", de Zhou Lu, artista de Guiyang e diretor da Faculdade de Artes de Guizhou, exemplifica a produção cultural chinesa. Sua obra, descrita como "realismo cínico", reflete a complexidade do cenário artístico.
Em outras notícias relevantes, Xi Jinping reiterou o apoio a Min Aung Hlaing, líder de Mianmar, durante visita à China, onde assinaram acordos em diversas áreas. O Corredor Econômico China-Mianmar, parte da Iniciativa de Cinturão e Rota, foi destacado como pilar de desenvolvimento. A Alibaba lançou seu primeiro conjunto de modelos de IA para robôs, o Qwen Robot Suite, intensificando a competição global no setor. Paralelamente, liquidantes da Evergrande contestam um acordo bilionário da PwC com o regulador de Hong Kong, argumentando que os credores deveriam ter prioridade sobre os acionistas na recuperação de fundos.
O Partido Comunista Chinês anunciou uma nova vertente do "Pensamento de Xi Jinping sobre a Construção do Partido", focada em disciplina e liderança unificada, visando consolidar o controle antes das mudanças de liderança previstas para 2027. O Instituto Confúcio na Unesp e o Instituto Brasileiro de Ciências Jurídicas realizam eventos voltados à cultura e ao direito, respectivamente, com foco em intercâmbios e desafios tecnológicos.
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