DEFESA DE BOLSONARO
Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e relata sumiço de duas
O Batalhão de Polícia do Exército comunicou ao STF que, de oito armas registradas em nome do ex-presidente, duas não foram localizadas. A entrega atende a determinação do ministro Alexandre de Moraes.
O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta terça-feira, 07/07/2026, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A comunicação oficial, enviada ao STF, também revela que duas das oito armas não foram localizadas, pois não se encontravam sob a guarda do Batalhão. Esta medida atende à determinação do ministro para a apreensão dos armamentos registrados em nome do ex-presidente, impactando diretamente a situação de posse de armas por figuras públicas.
A decisão de entregar as armas foi tomada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro. Segundo a defesa do ex-presidente, todo o armamento estaria guardado nas instalações do Exército. Contudo, a atual informação do BPE levanta questionamentos sobre a cadeia de custódia e a real localização de todo o arsenal.
Na última sexta-feira, 03/07/2026, Alexandre de Moraes já havia determinado a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de todo o armamento registrado em seu nome. A iniciativa foi motivada pela repercussão de um incidente envolvendo a apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares do ex-presidente.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro e tenha afirmado que as armas estavam legalizadas, o ministro do STF considerou que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento de pena de prisão, mesmo que em regime domiciliar. Essa decisão reforça a preocupação com a segurança pública e a integridade do processo judicial, afetando a percepção sobre a responsabilidade no manuseio de armas por indivíduos sob escrutínio legal.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em um processo relacionado a uma trama golpista. Após passar por uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária e, no momento, recupera-se de uma pneumonia bacteriana, quadro de saúde que também demanda atenção e pode influenciar decisões futuras sobre seu caso.
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