DESAFIO AO PLANO

Ex-ministro petista contraria Lula e defende CV e PCC como terroristas

Foto do senador Camilo Santana
Senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação, diverge do presidente Lula em relação à classificação de facções criminosas.

Camilo Santana, ex-ministro da Educação e senador pelo PT-CE, diverge do presidente Lula e apoia a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas, ecoando pesquisa que mostra apoio popular à medida. A divergência surge em meio a debates sobre segurança pública e cooperação internacional.

O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação do governo Lula, declarou ser favorável à classificação das facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e PCC como organizações terroristas. A posição do parlamentar diverge da adotada pelo presidente Lula e se alinha à medida já implementada pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

Santana revelou concordar com a maioria da população brasileira, onde 60% dos cidadãos defendem que o CV e o PCC sejam reconhecidos como terroristas também pelo governo federal. Este dado provém da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quinta-feira, 11/06/2026.

Em sua avaliação, as facções efetivamente "causam terrorismo" à sociedade. "O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro. O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar", afirmou Camilo, reforçando a gravidade da atuação dos grupos.

O senador, que também foi ex-governador do Ceará – um dos estados onde CV e PCC exercem forte atuação –, informou já ter externado sua posição a Lula. Santana inclusive comunicou ao presidente que ele proferiu um discurso "equivocado" ao reagir à decisão americana de classificar as facções como terroristas.

Durante um pronunciamento em Sergipe, Lula havia declarado que o combate ao CV e ao PCC configura uma "guerra do Brasil", e não dos Estados Unidos. Contudo, Camilo defende que os EUA podem e devem cooperar com a proposta de colaboração internacional apresentada por Lula para combater o crime organizado em escala global.

"Não podemos usar esse tema da segurança para fazer politicagem, como é feito lá no Ceará todos os dias pelo nosso adversário. É um desafio que precisa estar acima de qualquer questão partidária ou política", ponderou o senador, em um apelo pela união de esforços contra a criminalidade.

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