CALOR EXTREMO NA EUROPA

Europa registra recordes de temperatura em meio ao avanço da onda de calor

Pessoas buscando alívio do calor extremo em uma fonte pública.
Pessoas buscam alívio do calor intenso em uma fonte na Europa.

Dinamarca atinge temperatura recorde, enquanto países como Alemanha e França lidam com mortes e impactos na infraestrutura. Mudanças climáticas são apontadas como causa.

A Europa enfrenta um calor sufocante neste sábado, 27/06/2026, com uma onda de calor que já provocou dezenas de mortes e espalha temperaturas recordes por todo o continente, ultrapassando os 40 graus Celsius em diversos locais. Da Escandinávia aos Alpes, os efeitos são sentidos por milhões de pessoas.

A Dinamarca registrou sua temperatura mais alta de todos os tempos, enquanto Reino Unido, França, Suíça e Alemanha já haviam quebrado recordes em junho. A onda de calor avança para o leste, atingindo a Polônia e outras nações.

Cientistas alertam que a intensidade e frequência de tais eventos climáticos extremos estão diretamente ligadas às mudanças climáticas causadas pelo homem. A probabilidade de ocorrência de noites tão quentes como as desta semana aumentou 100 vezes em comparação com duas décadas atrás, segundo estudos.

Na Alemanha, o Serviço Nacional de Meteorologia registrou um novo recorde preliminar de 41,3 °C perto de Saarbrücken na sexta-feira, 26/06/2026. A previsão para o fim de semana indicava temperaturas bem acima de 40 °C em algumas áreas, com alertas de calor extremo emitidos para quase todo o país. As autoridades pedem à população que economize água, diante de expectativas de até 42 °C em pontos isolados. A Polônia também registra temperaturas acima de 30 °C.

Na França, a onda de calor já resultou em dezenas de mortes, afetando pessoas de todas as idades. As altas temperaturas causaram interrupções no tráfego ferroviário e na geração de energia, levaram à proibição de consumo de álcool, suspensão de aulas e adiamento de eventos ao ar livre. O Ministério da Saúde da Itália emitiu alerta vermelho para 18 cidades, incluindo Milão e Roma, com previsão de chegada a 39 °C. Bolzano, nos Alpes italianos, registrou a noite mais quente de junho, com temperaturas noturnas não inferiores a 25,4 °C.

O impacto na saúde pública é severo. O gabinete do primeiro-ministro francês confirmou que, mesmo com o fim da onda de calor, a pressão sobre o sistema de saúde e as hospitalizações permanecerão elevadas por dias. O número de relatos de incêndios florestais na França também aumentou significativamente.

A infraestrutura do continente também sofre com o calor extremo. Estradas se deformam e trilhos de trem dilatam, levando operadoras a reduzir o tráfego. A Deutsche Bahn, operadora ferroviária alemã, permitiu o cancelamento gratuito de viagens até o início da próxima semana para aliviar a rede. A National Express suspendeu trens na Renânia do Norte-Vestfália por precaução. Próximo a Hamburgo, parte de uma rodovia movimentada foi interditada após o asfalto rachar devido ao calor.

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