GEOPOLÍTICA E CONFLITOS
EUA garantem liberdade de navegação no Estreito de Ormuz após novas tensões com o Irã
Comando militar norte-americano rechaça controle iraniano sobre a rota estratégica. Ocorrências seguem após ataques a alvos militares em Bandar Abbas e Jask.
As forças dos EUA reforçaram seu posicionamento estratégico para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, rebatendo declarações iranianas que alegavam o bloqueio da via navegável internacional. A decisão foi comunicada pelo comando militar responsável pelas operações no Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia neste domingo, 12/07/2026, reafirmando que o fluxo comercial permanece ativo.
A medida responde diretamente ao acirramento das hostilidades na região, intensificadas após operações militares que atingiram 140 alvos iranianos. O comando dos EUA classificou a postura da Guarda Revolucionária do Irã como uma agressão injustificada, enfatizando que o Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que transitam legalmente, apesar das ameaças e incidentes relatados.
O cenário de insegurança marítima ganhou novos contornos neste domingo, 12/07/2026, quando a UKMTO reportou um ataque a 17 km da Península de Musandam, em Omã. O incidente forçou a tripulação de uma embarcação a abandonar o navio após um incêndio. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, sustenta que a rota está sob seu controle e restringiu o tráfego, elevando a preocupação internacional quanto à segurança dos marinheiros civis.
Enquanto o conflito se estende pelas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, além da ilha de Qeshm e da província do Khuzistão, os impactos humanitários já são sentidos em países vizinhos. Autoridades do Catar confirmaram feridos, incluindo uma criança, em decorrência de estilhaços de mísseis, reforçando o alerta regional para uma escalada perigosa do conflito entre Irã e Estados Unidos.
Apesar de conversas diplomáticas conduzidas pelo Paquistão, a efetividade dos acordos permanece incerta. O memorando assinado em 17 de junho por Washington e Teerã previa uma solução definitiva em 60 dias, porém, a retórica de vingança do líder supremo Mojtaba Khamenei e as ameaças presidenciais dos Estados Unidos colocam em xeque a estabilidade do Oriente Médio.
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