ALERTA GLOBAL

EUA: Exportadores brasileiros temem efeito imediato de tarifas

Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, em foto de arquivo.
O ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, disse que a ameaça de tarifas pode afetar exportadores brasileiros de forma imediata. Foto: Anadolu via Getty Images

Ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil alerta que ameaça de novas tarifas americanas já afeta mercado, mesmo com prazo de negociação aberto. Brasil pode retaliar.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A recomendação do escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a implementação de uma tarifa retaliatória adicional de 25% sobre produtos brasileiros pode gerar impacto imediato em exportadores, avalia Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil. A decisão, anunciada nesta terça-feira, 02/06/2026, embora ainda não seja definitiva e sujeita a consulta pública e negociações, já assusta o mercado."},{"type":"paragraph","data":{"text":"Produtores brasileiros podem antecipar perdas e restringir exportações até que haja uma definição clara. "Vários exportadores temem que cheguem lá com a tarifa mais alta e vão restringir até que se tenha uma definição", afirmou Barral em entrevista à BBC News Brasil. A ameaça de novas tarifas, mesmo em período de negociação, desestabiliza o fluxo comercial."},{"type":"paragraph","data":{"text":"Segundo o especialista, a medida pode tornar bens exportados pelo Brasil significativamente mais caros em comparação com concorrentes internacionais, caso a taxação seja confirmada. A incerteza gerada pela declaração do USTR, somada à recente classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA, pode frear investimentos de empresas multinacionais no curto prazo, segundo o economista Guilherme Klein Martins, da Universidade de Leeds."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A investigação comercial, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aponta práticas brasileiras como "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio americano, citando o sistema de pagamentos Pix como um exemplo de favorecimento ao campeão nacional. O relatório, no entanto, dedicou pouca atenção aos argumentos brasileiros, segundo Barral, e as conclusões são consideradas superficiais em relação a temas como desmatamento e acordos comerciais com outros países sancionados pela OMC."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Barral destaca que a assimetria na avaliação dos elementos do processo poderá ser explorada em consultas públicas e possíveis litígios. Caso não haja acordo em 30 dias, o Brasil poderá acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada em abril de 2025. Essa lei permite a aplicação de tarifas contra os Estados Unidos e outras retaliações, como a suspensão de propriedade intelectual ou tributação sobre big techs, como resposta a medidas unilaterais."}}]}

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário