RESPOSTA MILITAR

EUA bombardeiam alvos no Irã após ataques a navios em Ormuz

Navios de guerra americanos USS Boxer e USS Portland em águas internacionais.
USS Boxer e USS Portland navegam no Oceano Índico em 30 de junho de 2026 — Foto: US Centcom

Ação dos Estados Unidos visa impor "custos elevados" ao Irã após agressões injustificadas contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

[ { "type": "paragraph", "content": "Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques contra alvos no Irã, conforme informou o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) nesta terça-feira, 07/07/2026. A operação militar é uma resposta direta aos recentes ataques contra três navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz." }, { "type": "paragraph", "content": "Segundo o Centcom, a ofensiva tem como objetivo impor "custos elevados" ao Irã, em retaliação a ações consideradas agressivas e perigosas contra embarcações civis. A ação representa uma clara violação do cessar-fogo previamente estabelecido entre as nações." }, { "type": "paragraph", "content": "Uma fonte americana, citada pela Reuters, indicou que os alvos dos ataques incluíram sistemas de defesa aérea, lançadores de drones e mísseis iranianos. A cidade portuária de Sirik, localizada no sul do Irã e próxima ao Estreito de Ormuz, registrou diversas explosões, de acordo com a TV estatal iraniana. Informações sobre a causa dessas explosões ou possíveis vítimas ainda não foram divulgadas." }, { "type": "paragraph", "content": "O chanceler iraniano declarou que os ataques violam o cessar-fogo e que provocarão ações "decisivas" em resposta. O governo do Catar, por sua vez, confirmou que o petroleiro "Al Rekayyat" estava entre as embarcações atingidas e responsabilizou o Irã pelo incidente. Autoridades americanas também apontaram Teerã como culpada." }, { "type": "paragraph", "content": "Esses ataques ocorrem em um contexto delicado, pois sucedem um cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã no fim de fevereiro. Apesar da nova escalada, negociações para um acordo de paz definitivo continuam em andamento, com representantes dos dois países atuando "de boa-fé", segundo um funcionário do governo americano. A segurança e o controle sobre o Estreito de Ormuz permanecem como um ponto central de atrito nas relações entre Teerã e Washington." }, { "type": "paragraph", "content": "Em decorrência dos ataques no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos retomaram sanções sobre o setor de petróleo do Irã. Uma licença que suspendia temporariamente restrições às exportações de petróleo iraniano, anunciada em junho como parte do acordo de cessar-fogo, foi revogada. Essa isenção permitia a Teerã a produção, venda e entrega de petróleo bruto e derivados até 21 de agosto." }, { "type": "paragraph", "content": "O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão americana, classificando-a como uma violação do Memorando de Islamabad, que visava encerrar a guerra entre os países. Teerã alertou que Washington será responsabilizada pelas consequências e afirmou que o Irã adotará "todas as medidas necessárias" para proteger seus interesses e a segurança nacional." } ]

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