SAÚDE E CIÊNCIA

Estudo liga uso de contraceptivos a maior risco de tumor cerebral

Ilustração de raio X humano que mostra tumor no cérebro - Metrópoles.
Ilustração de raio X humano que mostra tumor no cérebro - Metrópoles.

Pesquisa na Dinamarca aponta maior incidência de meningioma em usuárias de progestagênios, reforçando a importância do acompanhamento médico individualizado.

Um grupo de cientistas identificou uma correlação entre o uso de certos contraceptivos hormonais baseados em progestagênios e um aumento na incidência de meningioma, conforme detalhado em um artigo publicado em 02 de julho na revista científica JAMA Network Open, nesta sexta-feira, 10/07/2026. A investigação, que analisou dados de 2,9 milhões de mulheres na Dinamarca entre 1996 e 2021, busca esclarecer fatores de risco para o tumor mais comum das meninges, as membranas que envolvem o sistema nervoso central.

Durante o período do estudo, foram registrados 1.339 casos da patologia. O levantamento evidenciou que o acetato de medroxiprogesterona injetável está associado ao risco mais elevado. Além disso, métodos contendo desogestrel, drospirenona, gestodeno, levonorgestrel e ciproterona, bem como o uso prolongado de DIU de alta dose de levonorgestrel, também apresentaram uma relação estatística com a condição.

Embora os números chamem a atenção, os pesquisadores enfatizam que o meningioma continua sendo uma condição rara e o risco absoluto permanece baixo. O estudo, por ser de caráter observacional, identifica uma associação, mas não estabelece uma relação direta de causa e efeito. Segundo os autores, o risco tende a ser mais acentuado em usuárias atuais ou recentes e cresce conforme a duração do uso do método.

O meningioma, cuja maioria dos casos é classificada como benigna, pode comprometer a qualidade de vida ao provocar dores de cabeça persistentes, alterações na visão, Convulsõs ou Perda de força muscular, dependendo de sua localização e volume. O tratamento é definido caso a caso, variando entre o monitoramento clínico ou intervenções como cirurgia e radioterapia.

Diante dos achados, a orientação médica é que as mulheres não interrompam o uso de seus métodos contraceptivos sem consultar um ginecologista. A decisão sobre a continuidade ou a troca do anticoncepcional deve ser pautada por uma avaliação individualizada, que considere o histórico de saúde, as necessidades da paciente e os benefícios em relação aos riscos detectados pela ciência.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário