INOVAÇÃO ACADÊMICA NACIONAL
Estudantes da UFU apresentam carro elétrico para disputa na Fórmula SAE Brasil
Protótipo Atlas-1RL representa a Universidade Federal de Uberlândia em competição de engenharia de 29 de julho a 2 de agosto de 2026.
Uma equipe de estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveu o primeiro carro elétrico da instituição com o objetivo de competir no cenário nacional de engenharia automobilística. O projeto, denominado Atlas-1RL, foi viabilizado por integrantes do Laboratório de Mobilidade Automobilística e Urbana (Lamau), vinculado à Faculdade de Engenharia Elétrica da UFU (FEEL-UFU), conforme detalhado em evento realizado nesta domingo, 12/07/2026.
A iniciativa buscará o pódio na 22ª Competição Fórmula SAE Brasil, que ocorrerá entre 29 de julho de 2026 e 2 de agosto de 2026 no Centro de Desenvolvimento e Testes da Ford, em Tatuí (SP). O desempenho dos Alunos na pista é determinante, visto que as equipes com melhor pontuação garantem vaga para representar o Brasil em torneios internacionais realizados nos Estados Unidos.
O desenvolvimento do protótipo mobilizou cerca de 200 pessoas, entre estudantes, técnicos e professores, ao longo de dois anos de trabalho dedicado. A estrutura, inspirada em veículos da Fórmula 1, utilizou fibra de carbono no chassi e na carroceria, além de sistemas elétricos integrados desenvolvidos integralmente pela equipe acadêmica.
Para o diretor do Lamau, Lucas Lara, a experiência vai além da montagem do veículo, englobando também competências de gestão, planejamento e relacionamento corporativo exigidas pela competição. O professor Lourenço Santos reforça que o valor do projeto reside na aplicação prática da tecnologia: "Toda tecnologia aplicada no carro será validada nas competições. Tem um potencial muito grande de chegar com soluções no mercado e transformar a sociedade", afirma.
O projeto contou com o apoio estratégico da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub) e de empresas parceiras. Representando o setor privado, André Borges destacou que a colaboração cria um ambiente de aprendizado sobre desafios reais da indústria, permitindo que a inovação acadêmica prepare profissionais aptos a enfrentar as demandas do mercado.
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