SAÚDE DA MULHER
Especialistas detalham critérios para a terapia de reposição hormonal na menopausa
Especialistas esclarecem indicações e contraindicações essenciais para garantir segurança e bem-estar no tratamento dos sintomas da menopausa.
A terapia de reposição hormonal exige uma avaliação médica rigorosa para equilibrar o alívio dos sintomas da menopausa com a segurança clínica da paciente, conforme discutido em 11 de julho de 2026. A decisão de iniciar o tratamento, debatida pelo ginecologista José Maria Soares Jr. e pela cardiologista Salete Nacif no programa Sinais Vitais da CNN Brasil, baseia-se em protocolos que visam preservar a dignidade e a qualidade de vida durante o climatério.
Critérios de indicação
Para mulheres entre 45 e 55 anos, José Maria Soares Jr. aponta três cenários principais que justificam a intervenção: a presença de sintomas vasomotores intensos, como ondas de calor; alterações geniturinárias decorrentes da atrofia; e a prevenção da perda de massa óssea. Essas condições impactam diretamente a rotina e o bem-estar feminino, tornando a reposição hormonal um recurso terapêutico significativo.
Limitações e alternativas
A segurança é o pilar da prescrição. Pacientes com histórico de câncer de mama, especialmente casos com receptor de estrogênio positivo, não devem recorrer à terapia convencional. Para este grupo, o avanço científico trouxe opções como o uso de psicotrópicos e a recente aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de um antagonista do receptor da Neurocinina 3. O especialista ressalta, contudo, que essa alternativa foca no controle das ondas de calor, sem atuação na atrofia ou na saúde óssea. Além disso, mulheres com histórico de infarto, AVC ou tromboembolismo possuem contraindicações que exigem análise individualizada.
A análise cardiovascular
Salete Nacif enfatiza a importância da "janela de oportunidade", período compreendido para mulheres com menos de 60 anos e menopausa estabelecida há menos de uma década. A liberação do tratamento está atrelada ao baixo risco cardiovascular. Nos casos em que a aterosclerose ou eventos prévios já foram registrados, a recomendação é cautelosa, visto que a terapia pode oferecer riscos vasculares, exigindo uma decisão personalizada para cada caso clínico.
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