SAÚDE E ALERTA
Entenda os riscos e as formas de prevenção contra a Naegleria fowleri
Especialistas monitoram a expansão geográfica da ameba comedora de cérebros. Entenda como o parasita age e quais cuidados adotar em águas doces.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) ampliaram seus alertas sobre a Naegleria fowleri, microrganismo conhecido como “ameba comedora de cérebros”, devido à identificação do patógeno em regiões onde a presença era rara até 10/07/2026. A decisão de reforçar as orientações sanitárias visa mitigar riscos à saúde pública diante das mudanças climáticas, que elevam a temperatura de corpos hídricos e favorecem a proliferação da ameba.
A gravidade da meningoencefalite amebiana primária, infecção causada pelo parasita, impacta profundamente famílias como a de Jordan Smelski. Em 2014, o menino de 11 anos contraiu a doença após nadar em fontes de águas quentes na Costa Rica. Steve Smelski, pai do jovem, descreve a progressão devastadora da infecção, que em poucos dias comprometeu as funções neurológicas de seu filho, um exemplo trágico da letalidade desse organismo microscópico.
Dados compilados em uma análise publicada em 2025 no Journal of Infection and Public Health registraram 488 casos globalmente entre 1962 e 2023. Historicamente concentrada em áreas dos Estados Unidos, Austrália e Paquistão, a Naegleria fowleri tem expandido seu alcance, exigindo maior vigilância em lagos, rios e fontes termais.
A infecção ocorre exclusivamente quando água contaminada penetra pelas cavidades nasais, permitindo que a ameba alcance o cérebro através do nervo olfatório. Não há transmissão entre indivíduos, o que torna a prevenção a única forma de defesa. Para procedimentos de irrigação nasal, os CDC recomendam estritamente o uso de água destilada, esterilizada ou fervida e posteriormente resfriada.
Durante atividades recreativas, como mergulhos em águas doces aquecidas, a recomendação técnica é evitar a submersão da cabeça ou utilizar clipes nasais para impedir a entrada de água. A rapidez com que o tecido cerebral é comprometido ressalta a importância de protocolos de segurança em ambientes de lazer.
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