ACESSO ESPECIAL NO EXAME
Enem permitirá acompanhante para ansiedade e TOC em 2026
Pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) autoriza a presença de um suporte para candidatos com transtorno de ansiedade e TOC. A medida visa garantir dignidade e bem-estar durante a avaliação.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) inovou em sua política de acessibilidade, e a partir de 2026, candidatos diagnosticados com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) poderão contar com a presença de um acompanhante nos dias de prova. Essa decisão, tomada pelo Inep, representa um marco significativo para a inclusão e o bem-estar dos participantes, reconhecendo o impacto dessas condições na capacidade de realizar avaliações.
A medida inédita, anunciada como parte das atualizações para o Enem 2026, que será aplicado em 55 municípios da Paraíba, visa assegurar que esses estudantes possam realizar a prova em um ambiente mais acolhedor e seguro. A presença do acompanhante, que ficará em uma sala reservada e monitorada por fiscais, poderá ser acionada em momentos de necessidade de acolhimento ou para auxiliar na estabilização emocional do candidato. Essa iniciativa é particularmente relevante pois busca garantir a dignidade do indivíduo, permitindo que ele demonstre seu conhecimento sem que a ansiedade ou os sintomas do TOC se tornem barreiras intransponíveis.
Acompanhamento similar também será oferecido a participantes com fibromialgia, uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, fadiga intensa, dificuldades de concentração e sensibilidade ao toque. Esses atendimentos especializados reforçam o compromisso do Inep com a equidade e a acessibilidade, buscando adaptar a aplicação do exame às diversas necessidades dos candidatos.
Para ter acesso a esse recurso, os participantes deverão apresentar documentação comprobatória, como um laudo médico, no ato da solicitação do atendimento especializado, seguindo os critérios estabelecidos no edital. O Inep detalhou que o espaço reservado poderá ser utilizado por profissionais que auxiliem participantes em necessidades básicas, como ir ao banheiro ou se alimentar durante o exame.
A política de acessibilidade do Enem, ampliada com essas novas medidas, já contempla uma vasta gama de atendimentos. Isso inclui provas em formatos ampliados e superampliados, videoprovas em Libras, uso de leitor de tela, tradutor-intérprete de Libras, leitura labial, auxílio leitor, auxílio para transcrição de respostas, guia-intérprete para surdocegueira, mobiliário e salas adaptadas, bem como salas para lactantes e aplicação em classe hospitalar. Adicionalmente, são oferecidos tempo adicional de prova e calculadoras para disléxicos.
O Inep destacou ainda que o Enem foi pioneiro na adoção de prova em Braille e, desde 2020, permite a escrita e correção da redação nesse sistema, demonstrando um histórico de avanços em acessibilidade. Essa evolução é refletida no expressivo aumento de 191% no número de participantes que utilizaram atendimento especializado entre 2022 e 2025, saltando de 30.856 para 89.770, evidenciando a crescente demanda e a efetividade das políticas de inclusão implementadas.
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