ALERTA SINDICAL

Documentário alerta para riscos de crime organizado no mercado de gás do Brasil

Imagem de botijões de gás de cozinha.
O documentário "Cheiro de Perigo no Ar" foi produzido pelo Sindigás e apresentado pelo jornalista Eduardo Tchao.

Documentário "Cheiro de Perigo no Ar", com Eduardo Tchao, expõe como México e Paraguai abriram mercado de GLP ao crime organizado após mudanças regulatórias.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O Brasil se encontra em um momento crucial sobre o futuro do mercado de gás de cozinha. Uma decisão iminente definirá se o país manterá o sistema atual, que assegura segurança e responsabilidade desde o envasamento até a distribuição, ou se abrirá as portas para um cenário dominado pelo crime organizado, pela sonegação fiscal e pela insegurança dentro dos lares. Essa preocupação é o tema central do documentário "Cheiro de Perigo no Ar", uma produção do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), apresentado nesta quinta-feira, 28/05/2026."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Idealizado para evidenciar os perigos da flexibilização regulatória, o documentário, com 22 minutos de duração e ancorado pelo jornalista Eduardo Tchao, compara a segurança do mercado brasileiro com as experiências de México e Paraguai. Nestes últimos, a ausência de uma regulação robusta permitiu a infiltração do crime organizado, resultando em um aumento alarmante de acidentes, mortes, adulteração de produtos e evasão fiscal."}},{"type":"image","data":{"url":"https://static.poder360.com.br/2026/05/conteudo-de-marca-sindigas-documentario-Divulgacao-848x477.png","caption":"O documentário mostra as diferenças entre o mercado de gás do Brasil e os do Paraguai e México | Reprodução/Documentário “Cheiro de Perigo no Ar”","alt":"Imagem ilustrativa de botijões de gás"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A equipe de reportagem investigativa viajou às capitais Assunção e Cidade do México para coletar evidências dos impactos da alteração na legislação do GLP. As gravações revelaram casos trágicos e depoimentos de sobreviventes de explosões, evidenciando a negligência na manutenção de botijões e a proliferação de atividades ilícitas como roubo de gasodutos e sonegação de impostos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"As mudanças regulatórias que levaram a esses problemas no Paraguai e no México incluem a venda fracionada do gás de cozinha e o enchimento remoto, práticas que podem ser implementadas em áreas de alta densidade populacional no Brasil. Um estudo de 2026, coordenado pelo professor Leandro Piquet Carneiro, da USP (Universidade de São Paulo), aponta que as propostas em análise na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) criam brechas regulatórias com riscos à segurança pública. Piquet alerta para a possibilidade de repetição de um cenário semelhante ao do mercado de combustíveis, marcado pela sonegação e pela atuação de grupos criminosos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"No Paraguai, a falta de controle resultou em 80% dos botijões vencidos, conforme aponta o estudo da USP. Sem marcas e empresas responsáveis pela manutenção, os recipientes enferrujaram e tiveram válvulas e lacres comprometidos. "Depois que pudemos encher os botijões nas estações de serviço, começaram os problemas", relatou o bombeiro Roque Gonzalez. No México, a alteração legislativa transformou o mercado clandestino de gás em uma fonte de receita significativa para cartéis de droga. "A 2ª fonte de renda para o crime organizado do México é o roubo de hidrocarbonetos", afirmou Susana Ivana Espinoza, ex-integrante da agência de controle de GLP do país."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A crescente insegurança levou a incidentes graves, como a explosão em setembro de 2025 no México, que causou a morte de 31 pessoas após um caminhão de GLP irregular derrapar em um bairro populoso. O aumento de fraudes e a falta de manutenção levaram muitos mexicanos a retornar ao uso de lenha em casa, apesar de reconhecerem a praticidade do gás. "O gás é mais prático e rápido, mas são muitos os riscos que corremos", confessou a dona de casa Maria del Carmo Gutierrez Dias."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Diante do exposto, autoridades mexicanas e paraguaias tentam reaver o controle do mercado, alertando o Brasil sobre a rápida infiltração do crime organizado. Eles recomendam a preservação do sistema brasileiro. Tchao também cita a operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema multibilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis, com conexões com o mercado financeiro e a entrada de facções criminosas. "As regras existem com um propósito: proteger vidas", concluiu Eduardo Tchao. "Se abrirmos mão disso, será o momento em que o país deixará de acreditar no que sempre funcionou"."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Este conteúdo foi produzido e pago pelo Sindigás."}}]},

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário