BAIXAS EM COMBATE
Diretora da GCHQ afirma que quase 500 mil soldados russos já morreram na Ucrânia
Declaração de Anne Keast-Butler, diretora da agência de inteligência do Reino Unido, aponta para um alto custo humano do conflito. Estimativa de mortos russos supera baixas de potências em outros confrontos desde a Segunda Guerra Mundial.
A diretora da agência do Reino Unido para inteligência e segurança (GCHQ, na sigla em inglês), Anne Keast-Butler, afirmou nesta quarta-feira (27/05/2026) que quase 500 mil soldados russos já morreram desde o início da guerra na Ucrânia. A declaração, que ressalta o elevado custo humano do conflito, foi feita enquanto o Reino Unido reforça seu apoio à Ucrânia. "Enquanto mantemos firme nosso apoio à Ucrânia, (o presidente Vladimir) Putin está recuando no campo de batalha", disse Keast-Butler.
Essas cifras se somam a outras estimativas que já indicavam centenas de milhares de baixas militares russas no confronto com o país vizinho, que já se aproxima de seu quinto ano. Um estudo divulgado em janeiro pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), um think tank americano, projetou um total de 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos do lado russo. Desse total, cerca de 325 mil teriam morrido até então, um número que superaria as baixas militares sofridas por uma grande potência em qualquer outro confronto desde a Segunda Guerra Mundial. A Rússia refutou os dados apresentados.

Estimativas de veículos de mídia, baseadas em registros públicos e verificações independentes, sugerem que as baixas no front podem ultrapassar 30 mil militares por mês, de acordo com cálculos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Oficialmente, cerca de 300 mil homens foram convocados até o momento, e estima-se que a Rússia conte hoje com aproximadamente 700 mil soldados atuando na zona de guerra.
O elevado número de baixas e o ritmo considerado lento para o alistamento voluntário têm alimentado especulações sobre a possibilidade de uma nova mobilização forçada por parte do governo russo, medida que já ocorreu em 2022. Atualmente, nenhum dos lados tem apresentado avanços territoriais significativos, enquanto a Ucrânia tem intensificado ataques a instalações de infraestrutura de transporte de petróleo em território russo.
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