INVESTIGAÇÃO ATINGE POLÍTICOS

Deputado Val Ceasa é alvo de operação no Rio por suposto elo com o TCP

Imagem ilustrativa de operação policial no Rio de Janeiro, com foco em investigações contra políticos.
Deputado Val Ceasa é alvo de operação no Rio de Janeiro.

Operação do Ministério Público do Rio e Polícia Civil apura suspeita de agentes públicos em favor do Terceiro Comando Puro (TCP). Buscas ocorreram na Alerj e em endereços ligados a Val Ceasa e outros investigados.

Na manhã desta quinta-feira, 18 de junho de 2026, o deputado estadual Val Ceasa (PRD) tornou-se o foco de uma operação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil. A ação investiga o suposto envolvimento de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP), uma organização criminosa. A investigação, que expediu 14 mandados de busca e apreensão, também mira o ex-vereador Ulisses Marins, atualmente servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar, impactando diretamente a confiança na integridade de representantes públicos e servidores.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi um dos locais alvo das buscas, que também se estenderam a endereços dos investigados na capital fluminense, na Ceasa e até no Espírito Santo. A operação busca desmantelar uma possível rede de proteção a atividades criminosas, o que compromete a segurança e a dignidade da sociedade.

O inquérito teve início a partir de indícios de que os investigados teriam tentado obter informações privilegiadas sobre uma operação sigilosa. O plano visava à desocupação de imóveis associados ao TCP na localidade de Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio. A articulação para tal acesso, caso confirmada, representaria uma grave violação da lei e um atentado contra os esforços de pacificação urbana.

Embora tenha sido apresentada uma justificativa de que os imóveis seriam usados para fins sociais, as apurações do Ministério Público indicam que há elementos que contradizem essa versão. Essa dissonância levanta sérias questões sobre a motivação real por trás das ações investigadas e sobre a transparência no uso de recursos públicos e na execução de políticas de segurança.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, demonstrando a gravidade das suspeitas. A operação é conduzida pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ em colaboração com a Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil, garantindo que os procedimentos sigam os trâmites legais e técnicos adequados, e que a justiça seja feita sem prejuízo à dignidade dos envolvidos e à lisura do processo.

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