VIOLÊNCIA EM EVENTO OFICIAL
Deputada Divaneide Basílio é agredida em evento com Janja; Segurança é questionada
Parlamentar do PT foi atingida por porta fechada por agente da Polícia Federal. Primeira-dama determinou afastamento do servidor.
Um episódio de violência durante o encerramento do Ato das Mulheres, em Natal, na última quinta-feira, 25 de novembro de 2023, gerou forte repercussão política e questionamentos sobre os protocolos de segurança. A deputada estadual Divaneide Basílio (PT) foi atingida por uma porta fechada por um agente da Polícia Federal enquanto acompanhava a saída da primeira-dama Janja Lula da Silva. Uma criança que estava de mãos dadas com a parlamentar também foi atingida no braço. O incidente, apesar de não ter causado ferimentos graves, levou a deputada a sofrer uma crise de ansiedade e elevação da pressão arterial.
A agressão à deputada Divaneide Basílio, que estava identificada no momento do ocorrido, desencadeou um movimento de solidariedade e repúdio. O PT Natal divulgou nota oficial classificando a ação como uma agressão e informou que, ao tomar conhecimento do fato, Janja Lula da Silva determinou o afastamento imediato do agente da Polícia Federal envolvido. A medida busca apurar as responsabilidades e evitar que incidentes semelhantes ocorram em eventos futuros.
A gravidade do ocorrido motivou a manifestação conjunta da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa (ProMulher/RN), da Frente Parlamentar da Mulher e da Bancada Feminina da Casa. Em comunicado, as entidades ressaltaram que a violência, intimidação ou constrangimento contra qualquer mulher, especialmente uma parlamentar em exercício de seu mandato, é inaceitável e configura violência política de gênero. O senador Styvenson Valentim também expressou sua solidariedade, classificando o ato como "inaceitável e absurdo".
O caso ganhou destaque na imprensa nacional, ampliando o debate sobre a atuação das equipes de segurança em eventos públicos que contam com a presença de autoridades. A discussão centraliza-se na necessidade de conciliar os rigorosos protocolos de proteção com o respeito à dignidade das pessoas, incluindo autoridades constituídas e demais participantes, garantindo a segurança sem comprometer o direito de ir e vir e a integridade física e emocional dos cidadãos.
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