ARMAMENTO DE BOLSONARO

Defesa de Bolsonaro informa que pistola Glock "sumida" já está com a Polícia Civil

Imagem ilustrativa de uma pistola Glock.
Pistola Glock apreendida em caso envolvendo segurança de Jair Bolsonaro.

Pistola, apontada pelo Exército como não localizada, estaria apreendida desde junho. Defesa alega erro de grafia no número de série.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou, nesta terça-feira, 07/07/2026, ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a pistola Glock, anteriormente apontada pelo Exército como não localizada, já se encontra sob a custódia da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal). A decisão, comunicada em resposta a um ofício, visa esclarecer a situação de armamentos vinculados ao ex-presidente, um processo iniciado após sua condenação criminal.

A arma estaria apreendida desde junho, como parte do inquérito que investigava o uso indevido do armamento por um militar da segurança do ex-presidente. Segundo a representação da defesa, a pistola consta no inquérito com uma divergência na grafia do número de série: BOFW477, em vez de BDFW477. Os advogados argumentam que se trata do mesmo armamento, com apenas um erro de digitação na identificação.

O esclarecimento foi apresentado em resposta a um ofício do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. O órgão informou ao STF a não localização de duas das oito armas cuja entrega havia sido determinada por Alexandre de Moraes: a referida pistola Glock e uma espingarda da marca Maestro Arms Company. As outras seis armas foram entregues à Superintendência da PF no Distrito Federal.

A situação remonta a 15 de junho, quando uma pistola Glock calibre 9mm, registrada em nome de Jair Bolsonaro, foi encontrada durante uma blitz da PMDF. O armamento estava em um veículo dirigido por Estácio Leite da Silva Filho, membro da equipe de segurança do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro admitiu que ele solicitou ao segurança a avaliação da pistola, que apresentava um defeito. No entanto, negou qualquer ligação entre o episódio e o fim do prazo de prisão domiciliar humanitária.

O inquérito da Polícia Civil indiciou Estácio Leite da Silva Filho por posse ou porte ilegal de arma de fogo, mas não apontou envolvimento de Bolsonaro no caso. Ao decidir pela manutenção de Bolsonaro em prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega de todo o arsenal vinculado ao ex-presidente à PF, considerando "incompatível" a posse de armas de fogo por ele enquanto cumpre pena criminal. Na sexta-feira anterior, Moraes também determinou a revogação do Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.

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