EMBATE POLÍTICO
DC em crise: Rebelo sustenta candidatura e ataca Barbosa
Decisão anunciada em 16 de maio de 2026 expõe rachadura na Democracia Cristã sobre a escolha do candidato à Presidência.
Aldo Rebelo reafirmou a manutenção de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo DC, rebatendo as articulações internas do partido que visavam substituí-lo pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Em uma nota oficial divulgada em seu perfil no Instagram neste sábado, 16 de maio de 2026, Rebelo classificou a movimentação em torno de Barbosa como um "balão de ensaio" e uma afronta à transparência e às decisões democráticas da sigla. A declaração expõe uma divisão profunda na Democracia Cristã e impacta diretamente o cenário da sucessão presidencial, questionando a estabilidade dos acordos políticos e a dignidade das candidaturas já estabelecidas.
O ex-ministro enfatizou que sua postulação ao Palácio do Planalto se baseia em sua vasta experiência na administração pública e em sua respeitada trajetória no Congresso Nacional. Ele defende um projeto focado no desenvolvimento e na união do Brasil, alinhado com o convite e o compromisso estabelecido com a direção nacional do partido.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”, escreveu Aldo Rebelo, reforçando o caráter abrangente de sua proposta.
A menção a Joaquim Barbosa, que teria sido avaliada pela cúpula do DC, foi duramente criticada por Rebelo. Ele a descreveu como uma manobra que desrespeita os princípios de lealdade e os trâmites democráticos dentro da política. Essa disputa interna na Democracia Cristã ficou evidente após a Folha de S.Paulo revelar que o nome de Barbosa, filiado à legenda desde abril e com 71 anos, passou a ser considerado devido ao desempenho insatisfatório de Rebelo nas pesquisas de intenção de voto.
O ex-deputado federal João Caldas (DC-AL), que lidera o partido, ponderava oferecer a Aldo Rebelo a possibilidade de concorrer a outro cargo majoritário ou proporcional. Tal movimento abriria caminho para Barbosa, cuja filiação ocorreu em abril, apresentar um discurso centrado em ética e reformas no Judiciário, explorando sua imagem de ex-ministro do STF.
Rebelo, por sua vez, rechaçou veementemente essa estratégia de recuo, defendendo que as relações políticas devem ser pautadas pela transparência. Ele reiterou que sua pré-candidatura está firmemente ancorada em sua "biografia sem mácula e na experiência na administração pública e no Congresso Nacional", pilares que, segundo ele, conferem legitimidade e solidez à sua postulação.
Íntegra da nota de Aldo Rebelo:
“NOTA À IMPRENSA
“Minha pré-candidatura à presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas.
“Aldo Rebelo”
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