SENADO NEGA ACUSAÇÃO
Davi Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de ex-banqueiro e classifica alegações como falsas
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, refuta veementemente reportagem que o liga ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Declarou que "alegações falsas" visam "arrastar seu nome para a lama".
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou enfaticamente ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. A declaração ocorreu em pronunciamento no plenário da Casa legislativa nesta terça-feira, 16/06/2026.
A manifestação de Alcolumbre surge após reportagem da Revista Veja, publicada na última sexta-feira, 12/06/2026. Segundo a publicação, Vorcaro teria afirmado às autoridades que transferiu a quantia para uma conta no exterior, destinada ao parlamentar do Amapá, como contrapartida por suposta atuação em favor dos interesses do Master.
A Revista Veja informou que as declarações de Vorcaro teriam ocorrido durante negociações com autoridades para fechar um acordo de delação premiada. O ex-banqueiro, preso em Brasília, busca colaboração, mas teve propostas rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
"Eu repudio, com toda a firmeza, e com toda a indignação o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja", declarou o senador. Ele classificou as alegações como "falsas", com a intenção de "arrastar o meu nome para lama".
Alcolumbre expressou surpresa e revolta com a publicação de uma acusação tão grave "sem qualquer prova, sem qualquer evidência, contra um chefe de Poder". Caso a afirmação tenha sido feita por Vorcaro, o presidente do Senado disse que provará a falsidade da narrativa. Ele ressaltou a gravidade de "invenção de um fato inexistente" para atribuir credibilidade a um procedimento oficial.
"A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo?", questionou o senador, reforçando a importância da dignidade e da presunção de inocência no debate público.

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