AGRO EM NÚMEROS
Crédito privado do agro soma R$1,34 tri em abril, aponta Ministério
O estoque de títulos privados do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em abril de 2026. O crescimento foi impulsionado principalmente por CPR, LCA e CRA, reforçando o papel do mercado de capitais no financiamento do setor.
O volume de crédito privado destinado ao agronegócio atingiu a expressiva marca de R$ 1,34 trilhão em abril de 2026. Essa consolidação, divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária por meio do Boletim de Finanças Privadas do Agro, revela a crescente importância do mercado de capitais como financiador das cadeias produtivas do Brasil.
A ascensão desse montante foi impulsionada de forma notável pela Cédula de Produto Rural (CPR), pela Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e pelo Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Esses instrumentos financeiros demonstram a maturidade e a capilaridade do setor, facilitando o acesso a recursos essenciais para o desenvolvimento e a sustentabilidade da produção rural.
Analisando a participação nas contrações do Crédito Rural com base na LCA, observa-se que os bancos privados lideram, com 36,14% do total. Na sequência, figuram os bancos públicos, com 34,1%, e as Cooperativas de Crédito, com 28,58%. Essa diversidade de players reforça a robustez do sistema de financiamento.
Em abril de 2026, a CPR registrou um estoque de R$ 559,90 bilhões, apresentando um aumento de 16% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A LCA alcançou R$ 579,89 bilhões, com uma expansão de 4% na mesma base de comparação. O CRA, por sua vez, somou R$ 175,99 bilhões, um crescimento de 13%.
Em contrapartida, o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentou um recuo de 7% no estoque, encerrando o mês em R$ 31,97 bilhões. Essa variação indica uma dinâmica de mercado em constante ajuste, com alguns instrumentos ganhando mais tração que outros.
O boletim também trouxe dados sobre os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). Em março de 2026, o patrimônio líquido dessa classe de fundos atingiu R$ 61,03 bilhões, um expressivo crescimento de 42% em relação a março de 2025. O número de fundos em operação também saltou 68%, totalizando 239. Esses números sinalizam um apetite crescente dos investidores por aplicações ligadas ao agronegócio, fortalecendo o fluxo de capital para o setor.
A supervisão desta matéria foi realizada por Andressa Simão.
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