CRISTE FINANCEIRA ESTATAL
Correios acumulam prejuízo de R$ 5,6 bilhões no 1º semestre de 2026
Estatal registra alta de 30,4% nas perdas em comparação ao ano anterior; União planeja aporte de R$ 6 bilhões até 2027 para recuperar a saúde financeira
Os Correios registraram um prejuízo acumulado de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela empresa no sábado (29/08/2026). O resultado negativo, que reflete uma pressão contínua sobre a estrutura da estatal, representa um agravamento de 30,4% frente ao rombo de R$ 4,3 bilhões reportado no mesmo período de 2025.
Apenas no segundo trimestre deste ano, o prejuízo atingiu a marca de R$ 2,4 bilhões. Embora o valor seja ligeiramente inferior aos R$ 2,5 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025, a empresa mantém um histórico de resultados deficitários que perdura desde 2022. O cenário atingiu seu ponto mais crítico no ano passado, quando a companhia acumulou um passivo de R$ 8,5 bilhões, o pior desempenho já registrado em sua trajetória.
Em nota explicativa incluída nas demonstrações financeiras, a empresa atribui o quadro deficitário à retração no volume de postagens tradicionais, à elevação dos custos operacionais e ao peso de processos na Justiça herdados de gestões passadas. Segundo a estatal, o aprimoramento na identificação e mensuração dessas dívidas judiciais tem impactado significativamente sua geração de caixa e posição patrimonial, em um contexto de mercado logístico cada vez mais competitivo.
Para estancar a crise e garantir a continuidade da prestação do serviço postal universal, a União formalizou o compromisso de injetar R$ 6 bilhões na companhia até o fim de 2027. O aporte visa fortalecer a situação econômica e patrimonial da Empresa diante dos desafios estruturais enfrentados.
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