JUSTIÇA E ÉTICA
Corregedoria prende 4 policiais por extorsão milionária
Policiais civis são acusados de exigir R$ 1 milhão de um homem para não forjar flagrante. Justiça bloqueia até R$ 2 milhões em bens dos envolvidos nesta terça-feira, 12 de maio de 2026.
A Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, com o apoio decisivo do Ministério Público, efetuou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a prisão temporária de quatro policiais civis. Eles são acusados de um esquema de extorsão que envolvia a exigência de R$ 1 milhão de um homem para que não fosse forjado um flagrante de tráfico de drogas que culminaria em sua prisão. A ação judicial, que visa desmantelar a corrupção interna, também resultou no bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos agentes envolvidos, evidenciando o grave impacto financeiro e moral que tais desvios causam à dignidade humana e à credibilidade das instituições de segurança pública.
As investigações detalham que os policiais levaram a vítima, sem qualquer justificativa legal, para a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ali, o homem foi mantido em condição análoga a um refém dentro da própria dependência policial, vivenciando momentos de extremo pavor e incerteza sobre seu destino.
A libertação da vítima só ocorreu após um de seus familiares entregar a quantia de R$ 303 mil em espécie aos agentes, em uma padaria na cidade de Barueri, também na Região Metropolitana. Além do pagamento inicial, o familiar foi forçado a assumir o compromisso de quitar o restante da vultosa quantia em prestações, aprofundando o drama familiar e a extorsão.
A operação, batizada de Quina, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. As equipes da Corregedoria e do Ministério Público vasculharam as residências dos policiais e as delegacias onde atuavam. Foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, documentos e outros objetos, que agora passarão por minuciosa perícia e análise técnica, buscando consolidar as provas contra os envolvidos.
Em nota oficial, a Corregedoria Geral da Polícia Civil reafirmou seu "compromisso permanente com a legalidade, a ética, a transparência institucional e o combate rigoroso a quaisquer desvios de conduta funcional". A declaração sublinha a importância de restaurar a confiança da população na força policial, severamente abalada por este tipo de conduta criminosa.
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