CRIME ORGANIZADO
Coronel Azevedo cobra ação e quer facções terroristas
Deputado detalha humilhação de 61 milhões de brasileiros e pede ajuda da governadora Fátima Bezerra ao governo Lula para mudança de postura.
A segurança pública no País e no Rio Grande do Norte foi o centro do debate na Assembleia Legislativa, onde o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) fez um forte pronunciamento nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. Diante do que classificou como o avanço implacável do crime organizado, o parlamentar defendeu, com veemência, medidas mais rigorosas, incluindo a crucial classificação de grupos criminosos como organizações terroristas. Sua cobrança, direcionada ao Governo do Estado e às instituições de combate ao crime, busca proteger milhões de brasileiros que, segundo dados apresentados, vivem sob o domínio de facções, com episódios recentes na Zona Oeste de Natal que evidenciam a humilhação imposta aos cidadãos mais vulneráveis e a urgente necessidade de ação coordenada.
Coronel Azevedo não poupou críticas, exigindo uma “ação enérgica por parte do Governo do Estado e de todas as instituições envolvidas no combate às facções e ao crime organizado”. Ele detalhou o drama vivido por moradores da Zona Oeste de Natal, onde, conforme seu relato, facções teriam removido equipamentos de uma empresa e forçado a população a usar internet clandestina. “Essa retirada e humilhação do povo mais humilde do nosso Estado alcançou todo o Brasil”, enfatizou, destacando a vulnerabilidade dos cidadãos.
O parlamentar sustentou que o problema transcende as fronteiras locais, alcançando uma dimensão nacional alarmante. Ele citou duas pesquisas, publicadas no final do ano passado, que revelam a gravidade da situação: “cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas por facções”. Outro levantamento, por sua vez, aponta que “61 milhões de brasileiros vivem sob o domínio do crime na ausência do Estado”, um cenário que, para o deputado, exige uma resposta imediata e contundente.
Criticando duramente a posição do governo federal sobre o tema, Azevedo argumentou que o País perde instrumentos essenciais de combate ao crime ao não classificar as facções como organizações terroristas. “Quando se classifica as facções como terroristas isso cria mais ferramentas, mais instrumentos para não só aqui no Brasil, mas a comunidade de países possam combater o crime que ele é transnacional”, explicou, sublinhando o caráter global do desafio.
Para impulsionar a mudança, o deputado protocolou um requerimento crucial, solicitando que a governadora do RN, Fátima Bezerra, articule junto ao governo Lula uma revisão dessa postura. “Peço aos deputados, aqueles que concordarem, que assinem comigo, pedindo à governadora [Fátima Bezerra] que faça gestões junto ao governo Lula para que ele mude de posição”, apelou.
Em defesa de sua proposta, Azevedo recorreu a dados da opinião pública, reforçando a urgência da medida. “73% do povo brasileiro é a favor de classificar as facções como organizações terroristas”, revelou, destacando que a população mais vulnerável é a principal vítima dessa realidade. “O povo brasileiro vive humilhado nos bairros mais simples, nas comunidades mais periféricas, humilhado pelos líderes dessas facções”, lamentou, pintando um quadro da dor social.
Durante seu pronunciamento, Azevedo trouxe à tona relatos de violência atribuídos a esses grupos criminosos e mencionou a triste realidade de crimes não denunciados, motivados pelo medo de represálias. “Quantas crianças, quantas mulheres, quantas pessoas estão sendo humilhadas, sendo dominadas em seus bairros, em suas ruas por essas facções”, questionou, comovendo a audiência para a extensão do sofrimento.
Apesar das críticas e do cenário sombrio, o deputado fez questão de ressaltar ações recentes bem-sucedidas no combate ao crime no Estado. Ele elogiou uma operação policial que culminou no cumprimento de 70 mandados e na apreensão de impressionantes R$ 9 milhões. “Temos que continuar nesse caminho, combatendo o crime”, afirmou, parabenizando o Poder Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança pela atuação exemplar.
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