MERCADO EM ALTA

Copom e Petróleo impulsionam queda do dólar para R$ 4,90

O dólar avançava 1,06%, cotado a R$ 5,4918.
O dólar avançava 1,06%, cotado a R$ 5,4918. Foto: Agência Brasil

Moeda norte-americana atinge menor nível em 26 meses e Bolsa avança. Brent recua 3,4%, cotado a US$ 110.

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de otimismo nesta terça-feira, 05 de maio de 2026. O dólar caiu ao patamar de R$ 4,90, atingindo seu menor valor em cerca de 26 meses, enquanto a Bolsa de Valores operou em alta. Essa movimentação, que traz um respiro para a economia e para o bolso do consumidor, foi impulsionada por um alívio nas tensões externas e pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que trouxe uma leitura mais detalhada sobre o cenário global.

Por volta das 13h, a moeda norte-americana recuava cerca de 1,1%, sendo negociada a R$ 4,91, refletindo a confiança dos investidores no cenário econômico.

Impacto do petróleo impulsiona queda do dólar

A desvalorização do dólar ocorreu em meio a uma nova queda significativa no preço do petróleo Brent. O barril, cotado a US$ 110, registrava baixa de aproximadamente 3,4%, um fator crucial para o otimismo do mercado.

Esse movimento de alívio nos preços globais do petróleo reflete uma melhora na percepção de risco mundial, impulsionada por sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A redução da incerteza geopolítica no Oriente Médio tende a acalmar os mercados e diminuir a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Ata do Copom reforça cautela e guia o mercado

No cenário doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, também exerceu forte influência sobre os mercados. O documento, que adota um tom mais cauteloso, detalhou os impactos indiretos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global, com especial atenção à inflação e aos preços das commodities.

A percepção de um ambiente global menos volátil, somada ao recuo do petróleo, levou investidores a buscarem ativos de maior risco. Esse movimento se traduz em maior procura por moedas e ações de países emergentes, o que beneficiou diretamente o real e impulsionou a Bolsa brasileira. A expectativa é de que essa tendência possa gerar mais oportunidades e estabilidade para o mercado nacional.

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