ESTRATÉGIA DE BEM-ESTAR
Copa do Mundo: contato com cães auxilia saúde mental de atletas
Seleção dos EUA adotou terapia com pets para reduzir estresse durante o torneio; especialistas confirmam base científica.
A comissão técnica da seleção dos Estados Unidos implementou uma estratégia inovadora durante a preparação para o Mundial, promovendo o contato direto entre os jogadores e cães durante os períodos de treinamento. A decisão, consolidada em 10 de julho de 2026, foi motivada pela necessidade de preservar o equilíbrio emocional e reduzir os altos níveis de estresse inerentes a uma competição de elite como a Copa do Mundo.
Apesar da eliminação diante da Bélgica na segunda-feira, 6 de julho de 2026, o desempenho norte-americano foi notável, igualando-se em solidez técnica a campanhas históricas. A integração dos animais no cotidiano do elenco busca oferecer suporte psicológico para lidar com a pressão constante do torneio.
Conforme explica Leandro Freitas Oliveira, neurocientista da Universidade Católica de Brasília (UCB), a interação com pets ativa sistemas cerebrais ligados à regulação do humor. O contato físico e visual com animais estimula a liberação de ocitocina, dopamina e endorfina. Essas substâncias são fundamentais para promover sensações de calma e prazer em momentos de incerteza.
A prática, conhecida tecnicamente como Intervenções Assistidas por Animais (IAA), possui respaldo científico. Cristian Ribeiro, psicólogo do Grupo Reinserir, em São Paulo, destaca que o animal atua como um facilitador social e um ponto de apego seguro. "Estudos demonstram que o contato reduz sintomas de ansiedade e favorece a estabilidade emocional, sendo um recurso eficaz para a regulação do estresse", afirma.
Apesar dos benefícios, o uso dessa metodologia requer cautela. O neuropsicólogo Rafael Alberto Moore, do Centro Universitário Uniceplac, em Brasília, ressalta que a abordagem não é universal, pois indivíduos com alergias ou traumas podem sofrer efeitos adversos. Além disso, o bem-estar animal é um fator crítico: os cães devem estar preparados para ambientes de alta pressão, respeitando-se também as necessidades e limites dos próprios pets durante o processo.
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