CENÁRIO ELEITORAL
Coordenador da campanha de Lula afirma que disputa presidencial será "nós contra o resto"
Gilberto Carvalho, responsável pela agenda de pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avalia que o presidente pode não ter o apoio de outros candidatos em um eventual segundo turno. A declaração foi feita em um ato do partido com funcionários públicos em Brasília, nesta terça-feira, 6 de julho de 2026.
O ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou nesta terça-feira, 6 de julho de 2026, que a disputa pela reeleição do presidente configurará "a sobrevivência da democracia". Carvalho projetou que Lula não contará com o apoio de outros candidatos em um eventual segundo turno. "Desta vez, é nós contra o resto", afirmou.
A declaração foi proferida durante um ato do PT com funcionários públicos, em Brasília. A fala remete à retórica de Lula de "nós contra eles", frequentemente utilizada para contrapor classes sociais. Carvalho destacou a importância de batalhar cada voto, inclusive o dos idosos, e ressaltou que as estratégias de engajamento visam fortalecer essa mobilização. Ele enfatizou que a eleição transcende uma vitória eleitoral, representando a "vitória da democracia e a sobrevivência da democracia", além da "vitória da vida do nosso povo."
Historicamente, Luiz Inácio Lula da Silva nunca venceu uma eleição presidencial em primeiro turno. Contudo, a liderança do PT tem intensificado as discussões sobre essa possibilidade para 2026. Carvalho também apontou um cenário favorável à candidatura de Lula, citando atitudes consideradas erráticas da direita, em especial do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida eleitoral. "O lado de lá está cometendo erros, um atrás do outro. E o lado de cá tem cometido acertos, tem praticado acertos importantes", analisou.
Posicionamento do PT sobre o evento
Em relação ao evento em Brasília, o PT esclareceu que a reunião possui natureza estritamente política e foi custeada integralmente por recursos partidários, sem o uso de bens ou serviços públicos. O partido ressaltou que a participação dos servidores foi voluntária, no exercício de seus direitos civis, e que a iniciativa ocorre "fora do horário de expediente", sem pedidos de voto, garantindo assim a "plena licitude jurídica do encontro" conforme a legislação eleitoral que proíbe o uso da máquina pública em prol de candidatos. O partido divulgou a íntegra de sua nota em PDF.
Outras declarações recentes de figuras ligadas ao PT incluem Edinho associando o clã Bolsonaro a "entreguismo" e pedindo embate nas redes, Guimarães alertando para "não temer bolsonarismo" e a necessidade de "radicalizar", e ministras cantando jingles pró-Lula em atos com funcionários públicos.
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