TRANPARÊNCIA JÁ!

Congresso trava 7 CPIs do Master após caso Flávio Bolsonaro

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Parlamentares da base e oposição acumulam pedidos de investigação, mas Davi Alcolumbre impede avanço, gerando crise política e judicial no país.

Parlamentares da oposição e da base governista intensificaram, neste sábado, 16 de maio de 2026, a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Congresso Nacional. A mobilização ganhou força após a revelação de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvendo o patrocínio de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com sete pedidos de investigação acumulados e sem avanço, a resistência à abertura da CPI levanta sérias preocupações sobre a transparência de altas negociações financeiras e a prestação de contas de figuras públicas, um cenário que abala a confiança da sociedade nas instituições democráticas.

O caso, que reverberou intensamente nesta semana, levou a uma corrida por novas solicitações de investigação. A polêmica centraliza-se em tratativas que teriam como objetivo financiar um longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, despertando o interesse de políticos de diversos espectros ideológicos pela fiscalização.

Atualmente, o Congresso Nacional acumula ao menos sete iniciativas para investigar o Banco Master, mas nenhuma obteve progresso até o momento. Recentemente, dois novos pedidos de comissão parlamentar ganharam destaque: um coordenado pelo senador Carlos Viana, da oposição, e outro liderado pelo deputado Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara. Ambas as propostas, contudo, ainda buscam o número mínimo de assinaturas necessárias para serem formalizadas.

Além dessas, outras cinco solicitações já conquistaram o apoio mínimo exigido, mas permanecem paralisadas nas gavetas do Congresso. Entre os requerimentos já protocolados, destacam-se: a CPI do Master na Câmara, proposta pelo deputado Rodrigo Rollemberg; a CPI do Master no Senado, apresentada pelo senador Eduardo Girão; uma CPI no Senado com o objetivo de investigar Daniel Vorcaro e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, de autoria do senador Alessandro Vieira; e duas CPMIs do Master, uma articulada pelo deputado Carlos Jordy e outra pelas deputadas Fernanda Melchionna e Heloísa Helena.

A instalação dessas comissões, sejam CPIs ou CPMIs, depende diretamente do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Contudo, Alcolumbre tem demonstrado forte resistência à abertura dessas frentes de investigação. Nos bastidores, seus aliados justificam a postura como uma tentativa de evitar uma nova e intensa crise política no parlamento, enquanto críticos apontam para uma possível blindagem e falta de compromisso com a transparência.

A controvérsia não se restringe ao Congresso. O Supremo Tribunal Federal (STF) também foi acionado. Nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, Lindbergh Farias protocolou um mandado de segurança buscando obrigar a abertura de uma CPMI sobre o Banco Master. A oposição, por sua vez, também levou um pedido semelhante à Corte, processo que aguarda deliberação sob a relatoria do ministro Nunes Marques. Senadores oposicionistas, entretanto, já cobram que o magistrado se declare suspeito no caso e encaminhe o processo a outro integrante do Supremo.

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro assegurou que suas conversas com Daniel Vorcaro se limitaram exclusivamente a questões relacionadas à produção do filme sobre Jair Bolsonaro. O senador enfatizou que todas as tratativas envolveram apenas recursos privados. Curiosamente, Flávio Bolsonaro declarou ainda considerar “fundamental” a instalação de uma comissão parlamentar para investigar a fundo o caso do Banco Master, apesar de seu nome estar diretamente ligado à intensificação da pressão.

A demora na apuração e a resistência em permitir a investigação das denúncias levantam um véu de desconfiança sobre as relações entre poder econômico e político. A sociedade brasileira, atenta, aguarda respostas claras e a devida responsabilização, na expectativa de que a verdade prevaleça e as instituições atuem em prol da transparência.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário