DINAMISMO INDUSTRIAL EM QUEDA

Confederação Nacional da Indústria aponta estagnação no setor em maio

Linhas de montagem industrial no Brasil refletindo a estabilidade produtiva.
O faturamento da indústria brasileira mostra sinais de enfraquecimento devido ao cenário econômico atual.

Faturamento da indústria teve alta marginal de 0,2% em maio, consolidando um cenário de desaceleração produtiva e crédito restritivo no Brasil.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) constatou a estagnação do setor industrial brasileiro, ao divulgar os dados referentes ao mês de maio de 2026 nesta sexta-feira, 10/07/2026. A decisão de apresentar o balanço reflete a necessidade de monitorar a saúde da economia e o impacto das políticas monetárias na vida dos trabalhadores e nas operações das fábricas.

O faturamento real da indústria de transformação registrou um avanço de apenas 0,2% em maio, na comparação com abril. Embora marque o sétimo mês consecutivo sem retração, a perda de ritmo é evidente: o crescimento passou de 3,8% em março para uma quase estagnação. No acumulado entre janeiro e maio de 2026, o indicador apresenta um recuo de 2,7% frente ao mesmo período de 2025.

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, alerta que o cenário é de forte pressão sobre o setor produtivo. Segundo a especialista, a atual política monetária encarece o crédito e eleva o endividamento, o que desestimula novos investimentos e freia a demanda por máquinas e equipamentos.

Quanto à Utilização da Capacidade Instalada (UCI), houve uma leve alta de 77,1% em abril para 77,5% em maio. Apesar do aumento de 0,4 ponto percentual, o dado ainda está 0,9 ponto percentual abaixo do registrado nos primeiros cinco meses de 2025, sinalizando que a ociosidade persiste nas plantas industriais do Brasil.

O mercado de trabalho traz sinais mistos para os colaboradores. O emprego na indústria cresceu 0,5% em maio, interrompendo uma sequência de quedas, mas o saldo acumulado nos cinco primeiros meses de 2026 ainda é negativo, com redução de 0,6% nas vagas. Paralelamente, a massa salarial real sofreu uma queda de 3,2% em maio, afetando diretamente o poder de compra das famílias que dependem do setor.

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