INDÚSTRIA POTIGUAR

Confecções impulsionam indústria do RN em março, diz IBGE

Indústria de confecções dobra e ameniza retração industrial no RN
Segmento de confecções em destaque no Rio Grande do Norte

Indústria do RN registra pior queda acumulada do País (-19,2% no ano), apesar de destaques em confecções (+101,2% em março).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que a produção do setor de confecções no Rio Grande do Norte mais que dobrou em março. O crescimento de 101,2% na fabricação de artigos do vestuário e acessórios, comparado ao mesmo período do ano passado, agiu como um importante amortecedor para a retração geral da indústria potiguar. Embora o resultado positivo do vestuário e de outros segmentos como indústrias extrativistas e de produtos alimentícios mostre a resiliência de trabalhadores e empreendedores, o Estado ainda enfrenta um desafiador cenário econômico, registrando a pior queda acumulada do País no primeiro trimestre.

Os dados, componentes da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional), destacam ainda o avanço das indústrias extrativistas em 12,6% e da fabricação de produtos alimentícios em 3%, todos comparados a março de 2025.

Bernardo Almeida, analista da pesquisa, explica que o desempenho positivo se deveu a segmentos específicos da produção potiguar. No vestuário, a demanda por calças, bermudas, jardineiras, shorts masculinos e camisas/blusas femininas impulsionou o avanço. A produção de gás natural foi crucial para a expansão no setor extrativo, enquanto a fabricação de balas, confeitos e sal refinado e iodado influenciou positivamente o segmento alimentício.

Contudo, nem todos os setores acompanharam essa onda de crescimento. A fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis foi o único segmento a registrar retração em março, com uma queda significativa de 21,1% em relação a março de 2025. Este recuo impactou diretamente o resultado geral da indústria potiguar, que fechou o mês com uma contração de 5,1% no índice consolidado.

Apesar da recuperação pontual em março, o cenário acumulado para a indústria potiguar no primeiro trimestre de 2026 ainda é majoritariamente adverso. As indústrias extrativistas enfrentam uma queda de 9,5% no ano, enquanto o segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis sofreu um recuo alarmante de 30,6%. A fabricação de produtos alimentícios também demonstrou retração neste período. Apenas o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios mantém uma trajetória positiva, com um crescimento acumulado de 36,9% em 2026. A soma dos desempenhos negativos posiciona a indústria geral do Rio Grande do Norte com uma queda acumulada de 19,2% no ano, a mais acentuada entre os 15 Estados analisados pelo IBGE. O instituto aponta a diminuição na produção de óleo diesel, dentro do setor de coque e derivados, como o principal vetor dessa pressão. A Pesquisa Industrial Mensal, ferramenta vital do IBGE, monitora a produção física industrial, fornecendo insights cruciais para a compreensão da economia regional e nacional.

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