DIREITO DA GESTANTE

Comissão da Câmara aprova plano de saúde para cobrir despesas de acompanhante no parto

Laura Carneiro sorri enquanto discursa.
Laura Carneiro, deputada relatora da proposta na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Decisão na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher obriga planos de saúde a arcar com custos de acompanhante em todas as fases do parto. Proposta protege gestantes contra pressões e garante protagonismo feminino, segundo relatora Laura Carneiro. Texto segue para análise em outras comissões.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados tomou a decisão de aprovar o Projeto de Lei 2570/22, nesta segunda-feira, 30 de junho de 2026. A proposta obriga os planos de saúde a cobrirem as despesas de acompanhante durante o trabalho de parto, o parto em si e o período pós-parto imediato. A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), defendeu a aprovação. A iniciativa, originalmente da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), visa eliminar barreiras financeiras e assegurar o exercício pleno do direito da gestante de ter companhia em um momento tão crucial."},{"type":"paragraph","data":{"text":"Laura Carneiro ressaltou que a obrigatoriedade de cobertura para o acompanhante na saúde suplementar remove obstáculos que, atualmente, podem impedir que muitas mulheres usufruam deste direito. A medida altera a Lei Orgânica da Saúde e a Lei dos Planos de Saúde, reforçando a proteção à dignidade e ao bem-estar da gestante e do recém-nascido."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A nova regra estabelece que o descumprimento do direito de ter um acompanhante, inclusive em atendimentos com sedação, em hospitais públicos e privados, será caracterizado como infração sanitária. Para que a gestante renuncie a esse direito, a decisão deverá ser formalizada por escrito, após recebimento de todas as informações pertinentes. Esse termo de consentimento, que será arquivado no prontuário, garante que a paciente tome uma decisão consciente e livre de qualquer tipo de pressão, assegurando o protagonismo feminino no processo do parto."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para as pacientes indígenas, o Sistema Único de Saúde (SUS) terá o dever de fornecer as informações em linguagem que respeite as diversas realidades sociais e culturais desses povos. A proposta já foi aprovada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e agora segue para as comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será analisada em caráter conclusivo."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Caso o texto não sofra alterações significativas pelos deputados, ele será enviado diretamente para sanção presidencial, uma vez que já foi aprovado pelos senadores. O objetivo é garantir que mais gestantes possam contar com o apoio de um familiar ou amigo escolhido durante o delicado período do parto."}}]}

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