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Comissão da Assembleia aprova reajuste salarial para servidores do Tribunal de Contas

Membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em reunião.
Comissão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou reajuste salarial para servidores do Tribunal de Contas

Aumento de 4,4% nos vencimentos básicos e cargos comissionados foi aprovado por unanimidade pela CCJ e segue para outras comissões da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, por unanimidade, um Projeto de Lei Complementar que concede reajuste de 4,4% aos servidores do quadro geral de pessoal do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). A decisão, tomada nesta terça-feira, 09/06/2026, representa um avanço significativo na valorização dos profissionais e impacta diretamente a dignidade e a motivação dos trabalhadores. O motivo para a concessão do aumento é a política de valorização profissional e a necessidade de manter a qualidade das atividades de controle externo, conforme argumenta o próprio TCE-RN. A aprovação é importante porque garante que o reajuste, se sancionado, terá efeitos financeiros retroativos a 1º de maio de 2026, reconhecendo o trabalho e a dedicação dos servidores.

O reajuste abrange os vencimentos básicos dos cargos efetivos, a remuneração dos cargos comissionados e os valores das funções gratificadas. Caso aprovado em definitivo pelos deputados e sancionado pela governadora Fátima Bezerra (PT), o aumento terá efeitos financeiros retroativos a 1º de maio de 2026.

Comissão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
Comissão da assembleia aprova reajuste salarial para servidores do tribunal de contas | notícias do rio grande do norte

Com a aprovação da CCJ, o projeto segue agora para análise de outras comissões antes de chegar ao plenário. A próxima análise será da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). A proposta foi enviada à Assembleia pelo TCE, após aprovação no Pleno em 27 de maio, por meio da Resolução nº 018/2026, assinada pelo presidente da Corte, conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, e pelos demais membros do colegiado.

O TCE argumenta que o reajuste está previsto na legislação estadual que rege a carreira dos servidores da instituição e sustenta que a medida integra uma política de valorização profissional voltada à manutenção da qualidade das atividades de controle externo. O percentual estabelecido — 4,4% — está ligeiramente acima da inflação oficial do País de 2025, que fechou em 4,26%.

O projeto ressalta que o TCE-RN mantém compromisso com o equilíbrio das contas públicas e afirma que foi realizado estudo detalhado para demonstrar a compatibilidade financeira e fiscal da medida. Entre os argumentos apresentados, está a existência de dotação orçamentária suficiente para absorver o impacto decorrente do reajuste.

O percentual de 4,4% será incorporado às tabelas remuneratórias dos servidores efetivos e dos ocupantes de cargos comissionados. Também alcançará os servidores inativos e pensionistas que possuem direito à paridade, conforme previsto na proposta.

Pelas tabelas anexadas ao projeto, os vencimentos dos cargos efetivos passam a variar conforme o nível de escolaridade e a referência funcional. Entre os cargos de nível médio, os salários básicos vão de R$ 4.296,76 na referência inicial a R$ 7.154,42 na classe especial. Já os cargos de nível superior passam a ter remuneração básica entre R$ 6.765,68 e R$ 11.265,37.

Nos cargos comissionados, os valores totais variam de R$ 3.561,93, no símbolo CC-5, até R$ 19.020,12 no CC-1, faixa mais elevada da estrutura administrativa. As funções gratificadas terão valores entre R$ 5.065,87 e R$ 15.216,09.

A estimativa de impacto financeiro elaborada pela Comissão de Cálculos Estatísticos e Preditivos do próprio Tribunal aponta que o reajuste provocará aumento mensal de R$ 227.335,58 na folha de pagamento da instituição. Segundo o estudo, a despesa mensal com pessoal passaria de R$ 7,047 milhões para R$ 7,275 milhões após a aplicação do reajuste. O maior impacto incide sobre vencimentos, gratificações de representação, cargos comissionados, funções gratificadas e encargos previdenciários patronais.

Considerando que os efeitos financeiros estão previstos para iniciar em maio, o impacto adicional ao longo de 2026 deverá ultrapassar R$ 2 milhões apenas nos oito meses restantes do exercício. A projeção do Tribunal indica que a despesa total com pessoal deverá atingir R$ 103,45 milhões neste ano, mantendo uma sobra orçamentária de R$ 15,7 milhões dentro do orçamento destinado a pessoal e encargos sociais. Para 2027, a previsão é de despesa de R$ 111,4 milhões, enquanto em 2028 o valor alcançaria R$ 113,9 milhões.

O estudo também apresenta projeções para a Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado. A expectativa utilizada nos cálculos é de que a RCL alcance R$ 21 bilhões em 2026, avance para R$ 22,98 bilhões em 2027 e chegue a R$ 25,13 bilhões em 2028.

Com base nesses números, a equipe técnica concluiu que o reajuste não comprometeria os limites fiscais aplicáveis ao Tribunal de Contas. A projeção aponta comprometimento de 0,68% da Receita Corrente Líquida em 2026, percentual que cairia para 0,66% em 2027 e 0,62% em 2028. Todos os índices permaneceriam abaixo do limite prudencial de 0,70% e do limite legal de 0,74% previstos para a instituição. A decisão ainda cabe recurso e será analisada pelas demais comissões da Assembleia.

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