COMBATE AO GARIMPO

Comando Operacional Conjunto Catrimani II destrói avião e pista na Terra Yanomami

Avião usado por garimpeiros é destruído na Terra Indígena Yanomami
Avião usado no garimpo foi destruído pela operação Catrminani II na Terra Indígena Yanomami — Foto: Operação Catrminani/Divulgação

Ação das Forças Armadas neutraliza logística criminosa em área isolada; medida visa restaurar a segurança dos povos Yanomami e Ye'kwana.

O Comando Operacional Conjunto Catrimani II deflagrou uma operação estratégica para neutralizar a infraestrutura do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, resultando na destruição de uma aeronave escondida na mata e na interdição de uma pista clandestina. A ação, realizada em 11/07/2026, focou na chamada Pista do Hélio, situada na região do rio Catrimani, com o objetivo de interromper o fluxo logístico que sustenta a exploração mineral predatória no maior território indígena do Brasil.

Além da aeronave, as forças federais localizaram e inutilizaram uma balsa utilizada nas atividades ilícitas. A operação é definitiva quanto à destruição dos meios empregados no crime, seguindo as diretrizes de desarticulação logística da Operação Catrimani II, força-tarefa composta pelo Exército e pela Força Aérea Brasileira (FAB). Não cabe recurso administrativo por parte dos infratores que utilizam tais equipamentos para fins ilegais.

A logística da missão exigiu alta precisão técnica e uso de Inteligência para mapear o acesso à região, classificada como de difícil locomoção. O transporte das tropas, formadas por agentes da 1ª Brigada de Infantaria de Selva e do 6º Batalhão de Engenharia de Construção, foi realizado por um helicóptero H-60 Black Hawk da FAB.

O impacto dessas ações vai além da infraestrutura. A presença ilegal de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, que abrange 9,6 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e a fronteira com a Venezuela, tem gerado graves violações aos direitos dos povos Yanomami e Ye'kwana. A degradação ambiental, o desmatamento e, sobretudo, a contaminação dos rios por mercúrio, comprometem diretamente a saúde e a autonomia de centenas de famílias indígenas que residem na área.

Desde 2023, o governo federal mantém essa força-tarefa permanente para combater a crise humanitária no território, priorizando a retirada de invasores e a proteção integral da dignidade das comunidades tradicionais, que sofrem há anos com as consequências diretas dessas atividades criminosas.

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