OPERAÇÃO CONTRA FACÇÃO

Coluna Sul: Megaoperação do MP desarticula núcleo do PCC em seis estados

Foto de arquivo de policiais em operação.
Megaoperação contra o PCC cumpre mais de 300 mandados em SC e outros cinco estados — Foto: MPSC/ Divulgação

Ação judicial cumpriu 320 mandados em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O objetivo era conter a expansão do Primeiro Comando da Capital em regiões estratégicas do país.

Uma ampla operação judicial, denominada 'Coluna Sul', foi deflagrada nesta quarta-feira, 02/07/2026, em seis estados brasileiros para desarticular um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, tomada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) catarinense, buscou frear o avanço da facção em regiões estratégicas como o Sul e o Centro-Oeste. A ação cumpriu 320 mandados, com impacto direto na tentativa do PCC de consolidar seu poder territorial e logístico.

A megaoperação mirou lideranças da facção que, mesmo encarceradas, continuavam a comandar atividades criminosas, especialmente em Santa Catarina. Em solo catarinense, 71 suspeitos tiveram mandados de prisão expedidos dentro de unidades prisionais. O promotor Edisson de Melo Menezes destacou que muitos dos alvos já estavam detidos por outros delitos e que o uso de telefones celulares dentro do sistema prisional foi um fator determinante na operação.

Durante as ações conjuntas nos estados, foram apreendidos armamentos, entorpecentes, dispositivos móveis e documentos que detalham a estrutura e os planos da organização criminosa. No total, 147 pessoas foram presas em todo o país. Santa Catarina registrou 111 prisões, incluindo uma em flagrante. O Rio Grande do Sul teve 6 prisões (duas em flagrante), o Paraná 10 (uma em flagrante), São Paulo 16 (três em flagrante), Minas Gerais 2 (uma em flagrante) e Mato Grosso do Sul 2.

A investigação do Gaeco revelou que o PCC planejava expandir sua atuação na região de fronteira de Santa Catarina, abrangendo cidades como São Miguel do Oeste, Chapecó e Dionísio Cerqueira. A proximidade com portos de Santa Catarina e do Paraná também motivava o interesse da facção. Os detidos poderão responder por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo, refletindo a gravidade e a amplitude das atividades criminosas investigadas.

As ações se estenderam para além de Santa Catarina. Em São Paulo, prisões foram efetuadas tanto na capital quanto no interior. No Paraná, a operação resultou em confronto com troca de tiros, culminando na morte de um homem que possuía mandado de prisão em aberto. A decisão visa proteger a sociedade e restaurar a ordem pública, combatendo de forma contundente a influência de grupos criminosos.

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