REFORMA TRIBUTÁRIA EM FOCO

CNI garante que Imposto Seletivo não aumentará carga tributária

Retrato de Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria.
Ricardo Alban, presidente da CNI, em entrevista.

Presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, explica que o novo tributo visa substituir o IPI adicional e garante previsibilidade para investimentos a partir de 2027.

[ { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou nesta segunda-feira, 06/07/2026, que a prioridade absoluta do setor na regulamentação da Reforma Tributária é a garantia de previsibilidade para os investimentos a partir de janeiro de 2027. O presidente da entidade, Ricardo Alban, destacou que o foco das discussões com o governo federal recai sobre o Imposto Seletivo, com a promessa de que o novo tributo não resultará em um aumento líquido da carga tributária para o setor produtivo." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "A indústria defende que as definições sobre alíquotas e produtos atingidos pelo Imposto Seletivo sejam estabelecidas o quanto antes. Tal medida visa facilitar o planejamento de logística, investimentos e estruturas comerciais das empresas para o ciclo que se inicia em 2 anos." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "Segundo o presidente da CNI, o Imposto Seletivo não deve ser encarado como uma nova tributação, mas como um substituto técnico do adicional de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que já incide sobre determinados itens. "Saímos com a certeza de que o objetivo jamais é aumento de carga tributária sobre esses produtos", afirmou, destacando que o diálogo com o governo busca preservar a carga tributária já existente." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "Além da questão do Imposto Seletivo, a CNI aposta em dois pilares essenciais para aumentar a competitividade industrial no longo prazo: o fim da cumulatividade, visto como um "grande avanço" por evitar o acúmulo de créditos tributários, e a redução da informalidade, com a expectativa de que o novo sistema traga mais empresas para a base legal. A entidade acredita que, após um período de aprendizado, a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) poderá ser reduzida aos menores patamares possíveis." } ] }, { "type": "heading", "props": { "level": 2 }, "content": [ { "type": "text", "value": "TARIFAS NORTE-AMERICANAS: "EXAGERO"" } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "Em uma frente secundária, mas urgente, a CNI atua nos Estados Unidos para tentar mitigar o impacto das novas barreiras comerciais impostas pelos norte-americanos. A entidade classificou como um "exagero" a proposta de sobretaxas que somam 37,5%. Segundo a indústria, são 25% relativos à Seção 301 e 12,5% associados às investigações sobre trabalho forçado." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "Liderada pelo embaixador Roberto Azevêdo, a estratégia brasileira baseia-se no argumento técnico da complementaridade entre as economias. O presidente da CNI destacou que, dos 13 principais produtos brasileiros que seriam impactados pelas medidas, o Brasil é o maior fornecedor para o mercado norte-americano em 11 deles." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "As projeções da entidade indicam que a adoção dessas tarifas afetaria 4.187 produtos, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações. Atualmente, esses bens já estão submetidos a uma tarifa temporária de 10%, e as novas medidas representariam um acréscimo de 27,5 pontos percentuais. A CNI ressalta que o impacto seria sentido diretamente pelas indústrias dos dois países, uma vez que 62% dos itens atingidos são bens intermediários, utilizados como insumos essenciais em processos produtivos norte-americanos." } ] }, { "type": "paragraph", "props": {}, "content": [ { "type": "text", "value": "O setor industrial espera que o diálogo técnico contorne os efeitos da geopolítica e amplie o número de exceções às tarifas até o dia 15 de julho, prazo final para a decisão em Washington." } ] } ]

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