SAÚDE DA MULHER

Cinco exames essenciais para a saúde da mulher na menopausa

Mulher adulta consultando resultados de exames de saúde.
A avaliação médica individualizada é a chave para a saúde na menopausa.

Avaliações metabólicas e nutricionais ajudam a diferenciar o climatério de outras condições. Especialista orienta sobre a importância do diagnóstico personalizado.

A menopausa traz mudanças hormonais que demandam atenção, mas atribuir cada desconforto exclusivamente à redução do estrogênio pode mascarar outras condições. O diagnóstico preciso requer uma visão integral, na qual exames específicos ajudam a investigar deficiências nutricionais e processos inflamatórios, conforme orientações clínicas para essa fase da vida.

A escolha dos exames deve ser pautada pela história individual de cada paciente. Entre os testes que frequentemente auxiliam o médico estão a dosagem de vitamina D, crucial para a saúde muscular e imunológica; a vitamina B12, para monitorar fadiga e cognição; a ferritina, para avaliar reservas de ferro; a proteína C-reativa (PCR), como marcador inflamatório; e a insulina, essencial para identificar resistência metabólica.

Mais importante que o volume de testes é a interpretação correta dos resultados. Exames laboratoriais funcionam como ferramentas de suporte ao raciocínio clínico e não devem ser realizados sem critério. A solicitação sem indicação pode levar a diagnósticos equivocados ou preocupações desnecessárias.

A menopausa representa uma transição natural e, embora exija cuidados, não justifica automaticamente todos os sintomas que surgem após os 45 ou 50 anos. O acompanhamento deve considerar hábitos de vida e antecedentes familiares para garantir o bem-estar e a longevidade.

Este conteúdo foi elaborado pelo Dr. Douglas Schreck (CRM 37371), especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo SIR-Mãe de Deus, coordenador do CDI-Ultrassom do Grupo Vila Nova (HRES) e membro da Brazil Health, com base em diretrizes da North American Menopause Society (NAMS), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Endocrine Society, American Diabetes Association (ADA) e U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF).

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