RESULTADOS E ESTRATÉGIA

CFO da MRV vê potencial de crescimento na geração de caixa da companhia

Fachada de empreendimento da marca MRV com iluminação diurna.
Sede administrativa da MRV em operação no Brasil.

A divisão de incorporação da MRV&Co atingiu R$ 2,75 bilhões em vendas líquidas, com foco em reduzir o descompasso entre unidades produzidas e repassadas.

A divisão de incorporação da MRV&Co registrou vendas líquidas de R$ 2,75 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando uma alta de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 10/07/2026, em prévia operacional, aponta ainda um avanço na geração de caixa, que alcançou R$ 116 milhões antes dos efeitos de cessão de recebíveis.

Em entrevista ao CNN Money, o CFO da companhia, Ricardo Paixão, sinalizou que a trajetória de recuperação operacional possui espaço para evoluir. O principal objetivo para o segundo semestre de 2026 é diminuir o intervalo entre a conclusão das unidades produzidas e o efetivo repasse aos bancos, um fator determinante para a estabilidade financeira.

A melhora nos números reflete, segundo o executivo, a recuperação das margens operacionais após um ciclo difícil entre 2021 e 2022. Naquele período, a inflação corroeu os ganhos, mas a empresa adotou uma postura mais assertiva ao elevar preços e manter custos sob controle, resultando em safras de vendas com margens mais saudáveis.

A estratégia comercial também passou por ajustes significativos. Após reduzir o quadro de corretores próprios no passado, a MRV voltou a reforçar sua equipe interna, buscando consolidar um modelo multicanal que equilibre as vendas diretas com a atuação de imobiliárias parceiras, visando aumentar a produtividade ao longo dos próximos meses.

Sobre as subsidiárias Urba e Lugo, a companhia mantém planos distintos. Enquanto a Urba busca crescer sem demandar novo caixa, utilizando a cessão de recebíveis, a Lugo concentra-se na venda de ativos prontos, avaliados entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões, para fortalecer o fluxo de recursos. Já nos Estados Unidos, a operação da Résia segue o plano de desinvestimento, com ativos como Memorial e Golden Glades em fase avançada de ocupação, destinados a reduzir a alavancagem financeira do grupo no Brasil.

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