PREÇOS DOS ALIMENTOS

Cesta básica sobe 14,8% em Natal no primeiro semestre de 2026

Supermercado com variedade de alimentos básicos em exposição.
Preços de alimentos básicos registram alta significativa na capital potiguar.

Em junho, o custo dos alimentos básicos recuou 3% na capital potiguar, mas no acumulado do ano, a alta foi significativa. Tomate lidera queda mensal, mas é o maior vilão semestral.

O preço médio da cesta básica de alimentos registrou um aumento de 14,8% nos primeiros seis meses de 2026 em Natal. Em junho, o valor total atingiu R$ 686,07, um acréscimo considerável em relação aos R$ 595,86 de janeiro. Essa elevação impacta diretamente a dignidade e o poder de compra das famílias na capital potiguar.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira, 08/07/2026, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revelam que Natal figurou entre as cidades com as maiores altas do país, posicionando-se em 11º lugar entre as 27 capitais pesquisadas. A decisão de manter essa análise detalhada dos custos é fundamental para subsidiar políticas públicas e informar a população sobre as variações que afetam o orçamento doméstico.

Apesar do cenário semestral preocupante, houve um alívio em junho. O preço da cesta básica caiu 3% em relação a maio, colocando Natal como a quarta capital com o menor valor registrado no mês. A cidade só ficou atrás de Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73) e Maceió (R$ 671,41).

Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 e o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra dos alimentos básicos consumiu 45,76% do rendimento do trabalhador em Natal em junho. Essa porcentagem evidencia a dificuldade de muitas famílias em garantir o acesso a uma alimentação digna.

A queda de 20% no preço do tomate em junho foi o destaque entre os produtos que registraram recuo. No entanto, o tomate se tornou o principal vilão do semestre, com um aumento acumulado de 90,36%. O feijão carioca também apresentou forte valorização, subindo 42,45%.

Segundo o Dieese, a alta do feijão no país é reflexo da redução da área de cultivo e de problemas climáticos que afetaram as safras. Essa conjuntura pressiona o orçamento das famílias, especialmente aquelas com menor poder aquisitivo.

Produtos que mais impactaram o orçamento semestral em Natal:

  • Tomate: 90,3%
  • Feijão Carioca: 42%
  • Leite Integral: 12,8%
  • Carne Bovina: 7,4%
  • Banana: 6,4%
  • Farinha de Mandioca: 2,6%
  • Manteiga: 2,5%
  • Pão Francês: 2,5%

Queda de preços em junho:

  • Tomate: -20%
  • Óleo de Soja: -5,7%
  • Arroz Agulhinha: -3,6%
  • Café em Pó: -7,4%
  • Açúcar Cristal: -7,5%

No cenário nacional, o custo dos alimentos básicos subiu em 17 capitais e caiu em 10. São Paulo registrou o maior custo (R$ 965,47). Todas as capitais pesquisadas tiveram alta acumulada no ano, com variações entre 4,02% (São Luís) e 21,48% (Fortaleza).

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