ATAQUES À PRECISÃO

CEO da AtlasIntel defende reputação da empresa após suspensão de pesquisa pelo TSE

Retrato de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel.
Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, defende a empresa em meio a polêmicas. Reprodução/Instagram/@acroman

Andrei Roman rebate críticas sobre levantamento que associou Flávio Bolsonaro a investigações do Banco Master antes de perguntas de intenção de voto.

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou, nesta segunda-feira, 08/06/2026, que a empresa se consolidou ao longo dos anos e firmou sua reputação, apesar de “ataques injustos”. A declaração surge horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a divulgação de uma pesquisa que indicou queda na intenção de voto para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Em seu perfil na rede X (antigo Twitter), Roman reagiu a um anúncio que destacava a AtlasIntel como o "o instituto mais preciso em 102 eleições ao redor do mundo".

Roman pontuou que a empresa é alvo de críticas quando os resultados desagradam concorrentes. "Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita", declarou.

Ele sustentou que a reputação da AtlasIntel foi construída lentamente, através de trabalho árduo. "A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa a nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu. Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo", disse Roman.

Andrei Roman em evento da AtlasIntel.

A decisão do TSE de suspender a pesquisa da AtlasIntel partiu de uma contestação do PL. O partido alegou que o questionário associou Flávio Bolsonaro a investigações envolvendo o Banco Master antes das perguntas sobre intenção de voto, induzindo o eleitor ao erro. A pesquisa em questão trazia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em um eventual segundo turno.

O áudio de Flávio Bolsonaro, enviado ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em que o senador pede recursos para o filme "Dark Horse", sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), veio à tona em reportagem do Intercept Brasil e motivou o pedido de contestação. A AtlasIntel, por sua vez, declarou que respeitará a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão da divulgação do levantamento até nova análise do caso pelo plenário do TSE.

A empresa negou a indução aos entrevistados e afirmou que o questionário principal foi concluído antes de qualquer contato dos participantes com o áudio de Bolsonaro e Vorcaro. Segundo a AtlasIntel, o áudio foi utilizado apenas após o encerramento das perguntas centrais, em uma etapa voluntária e separada, por meio da ferramenta Atlas VRC, projetada para medir reações a conteúdos audiovisuais.

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